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 Rede social "do sofá" causa choque cultural em desavisados
23 de dezembro de 2008 10h49 atualizado às 12h07

A idéia pode ser ótima para fazer turismo com o mais baixo orçamento possível, mas alguns asiáticos descobriram que a prática do "couchsurfing", ou hospedagem na casa de desconhecidos, pode ser uma experiência culturalmente complicada, especialmente na hora de retribuir.

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A recente desaceleração econômica estimulou o couchsurfing (www.couchsurfing.com), uma rede social mundial online de contatos que permite que os integrantes peçam hospedagem nas casas de colegas da rede e aprendam um pouco sobre as culturas dos locais que visitam, enquanto ensinam aos anfitriões sobre sua cultura.

Mas para alguns asiáticos de famílias tradicionais, a experiência às vezes pode ser desconfortável, e nem sempre é fácil retribuir convidando desconhecidos. Juana Jumat, uma muçulmana de Cingapura, teve um café da manhã sem igual em suas recentes férias na Alemanha.

"Meu anfitrião me serviu o desjejum às 8h30 com cerveja; eu disse a ele que não podia beber, mas sua mãe respondeu que todo mundo precisa beber nos alpes da Baviera", contou Jumat sobre uma recente experiência de couchsurfing. E quando chegou sua vez de hospedar alguém, ela primeiro precisou convencer sua mãe conservadora sobre as vantagens.

"Minha mãe inicialmente não achava certo que eu hospedasse pessoas que eu nem conhecia - como é que eu podia convidá-las para vir à nossa casa?", contou Jumat, que conseguiu convencer a mãe e já hospedou 50 visitantes, a maioria vindos da Alemanha e da Austrália.

O couchsurfing começou em 1999. Casey Fenton, o norte-americano que criou a idéia, enviou um e-mail spam a mais de 1,5 mil estudantes em busca de um lugar para ficar depois que comprou uma passagem de avião barata para a Islândia. Depois da viagem, ele decidiu que nunca mais pagaria por hospedagem. Hoje, a organização conta com 835 mil membros.

"Nós acreditamos que o couchsurfing vá se beneficiar do ambiente econômico desfavorável", diz Daniel Hofer, co-fundador da rede.

Reuters
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