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Tecnologia

 
 

Robô humanóide livre CP01 lê e reconhece rostos

24 de janeiro de 2009 22h09 atualizado às 22h20

Robô CP01 foi finalizado no palco principal da Campus Party Brasil. Foto: Fabricio Calado Moreira/Terra

Robô CP01 foi finalizado no palco principal da Campus Party Brasil
Foto: Fabricio Calado Moreira/Terra

Um dos pontos altos da Campus Party aconteceu na noite deste sábado, no palco principal do Espaço Arena. Os criadores do CP01, primeiro robô humanóide do Brasil, fizeram uma exibição das capacidades da máquina. O mecanismo, construído durante o evento de tecnologia, foi finalizado no palco, e ligado pela primeira vez diante da platéia, que aplaudia cada movimento.

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"É o primeiro parto tecnológico ao vivo", brincou Alexandre Simões, coordenador da área de Robótica da Campus Party Brasil. Na exibição, CP01 "abriu" os olhos de luz, filmou e identificou algumas pessoas do palco e ensaiou a leitura de algumas palavras.

O primeiro jogo de palavras, "Campus Party", a máquina não teve dificuldades para interpretar; já no segundo, "TORP ¿ The Open Robot Project" (Projeto Robô Aberto, em português), não houve jeito de o sensor ótico do robô decifrar a palavra "open", que apareceu escrita de várias maneiras, menos a correta.

A identificação de pessoas por meio de inteligência artificial ainda será aprimorada, segundo Simões. No palco, o que o robô fez foi filmar alguns rostos em close, e, assim, realizar a identificação facial. A única face que a máquina não conseguiu filmar foi a do homem vestido de pingüim, que circula pela Campus Party Brasil.

O design de CP01 foi concebido de forma a fazê-lo parecer infantil, disse Simões, para facilitar a identificação com o público, ao mesmo tempo em que não lhe dá uma aparência totalmente humana. "A cabeça é grande para lembrar que ele é um robô¿, explicou Simões.

Para o futuro
Após a demonstração , o coordenador de Robótica da Campus Party Brasil disse que a expectativa é aprimorar a tecnologia para produzir robôs humanóides em massa para fins práticos. "Uma pessoa deficiente com dificuldades de se levantar da cama, por exemplo. Um robô de motor forte poderia ajudá-la", explicou Simões, que é professor de Robótica e Inteligência Artificial.

Segundo ele, o principal entrave para que isso ocorra, hoje, é o custo de licenças de software no Brasil. "Com algum trabalho, você consegue construir a parte mecânica e a eletrônica, mas não há um software para o robô lavar pratos, por exemplo". No estágio em que foi apresentado na Campus Party Brasil, CP01 custou cerca de R$ 70 mil.

A próxima aparição do robô será na 10ª edição do Fórum Internacional de Software Livre (Fisl), que será realizado de 24 a 27 de junho deste ano, em Porto Alegre. Até lá, a expectativa é que o robô esteja caminhando com as próprias pernas, já que, na aparição da Campus Party Brasil, a máquina foi apresentada sem a parte inferior do "corpo".

Redação Terra