Internet

› Tecnologia › Internet

Internet

Quarta, 28 de janeiro de 2009, 16h24

Saiba tratar seus bits com mais privacidade

Quando se fala em segurança da informação, muita gente logo pensa em antivírus atualizado para combater códigos maliciosos. O recurso, entretanto, não garante a confidencialidade dos dados, ou seja, que eles estarão seguros contra bisbilhoteiros. Para afastar os xeretas e evitar que arquivos e e-mails sejam abertos por pessoas não autorizadas, o jeito é apelar para a criptografia. O recurso é muito útil para quem leva dados sigilosos no notebook e não gostaria de perdê-los em caso de roubo do equipamento.

» Países celebram Dia da Privacidade de Dados nesta quarta
» Tecnologia transformará nossas vidas em "Big Brother"
» Leia mais notícias do jornal O Dia
» Fórum: opine sobre privacidade

A palavra é feia, mas a idéia é simples. Os dados são embaralhados por uma fórmula (o termo técnico é algoritmo). Para desvendá-la e organizar os dados de maneira inteligível é preciso ter a chave, à qual, em tese, apenas a pessoa autorizada tem acesso. Há programas gratuitos, como os do pacote GPG4win (para Windows) e o Gnu Privacy Guard (conhecido como GnuPG ou GPG) que permitem usar a criptografia no seu dia-a-dia, em qualquer tipo de arquivo, e para proteger seus e-mails.

No começo da criptografia moderna, em meados do século passado, emissor e receptor usavam o mesmo algoritmo. Ora, se uma terceira pessoa tivesse o algoritmo, teria acesso ao conteúdo. Para isso foram criadas as chaves. O tamanho (e a segurança) das chaves é medido em bits. Por exemplo, um algoritmo que use chave de 8 bits é capaz de criar 256 chaves (2 elevado a 8). Se usar 128 bits, o número de chaves possíveis sobe para 2 elevado a 128 (3,4 seguido de 38 zeros).

"Chaves de 128 bits já são razoavelmente seguras, e as mais usadas", explica o especialista em Segurança da Informação Reinaldo de Medeiros. "Quanto maior a chave, mais segura ela será. Contudo, a decodificação será mais lenta", diz o especialista.

As chaves podem ser simétricas ou assimétricas, que são as mais usadas, principalmente em se tratando de e-mails. No primeiro caso, emissor e receptor usam a mesma chave para codificar e decodificar a mensagem. É preciso checar se o programa de criptografia é compatível com o programa que você usa para receber e-mails, como Outlook ou Thunderbird.

O sistema de chave assimétrica é composto por duas chaves: uma chave pública, a que qualquer pessoa pode ter acesso, e uma chave privada, a que só o dono deve ter acesso. Usando um programa de criptografia cria-se uma chave pública associada a um endereço de e-mail. Essa chave pública é usada na codificação e a chave privada, na decodificação. Se alguém quiser me enviar um e-mail criptografado, deverá enviá-lo usando essa chave pública. A decodificação só é possível se for usada a chave privada.

Os programas gratuitos de criptografia de e-mail e arquivos geralmente se baseiam no protocolo OpenPGP, criado a partir do software PGP (sigla para "pretty good privacy", ou privacidade bastante boa). Nos anos 90, esse software ajudou muito a divulgar a criptografia entre o público não especializado. Com base no OpenPGP surgiram outros programas de criptografia, inclusive gratuitos, usando os mesmos princípios do PGP.

O Dia

Enquete

  • Privacidade é uma questão importante para você?
  • sim, acho fundamental
  • não, não existe mais privacidade
  • não sei
  • Busque outras notícias no Terra