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 Funcionários admitem roubar dados ao deixar empregos
25 de fevereiro de 2009 15h19 atualizado às 15h34

Seis em cada dez pessoas admitem furtar dados da empresa em que trabalham ao deixar o emprego, de acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos. Segundo o levantamento do Instituto Ponemon, esses funcionários usam as informações para conseguir um novo emprego, abrir uma empresa própria ou por vingança.

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"Eles tomam esta decisão (de furtar a informação) por medo e ansiedade", disse Mike Spinney, do Instituto Ponemon, em entrevista à BBC. "As pessoas estão preocupadas com o emprego e querem se garantir." "Nosso estudo demonstrou que 59% das pessoas dirão 'vou levar alguma coisa de valor comigo quando eu sair'", concluiu Spinney.

Saúde financeira|
O Instituto Ponemon, uma empresa especializada em pesquisas nas áreas de gerenciamento e privacidade, fez sua enquete com 945 trabalhadores que foram demitidos ou pediram demissão do emprego nos últimos 12 meses.

Todos os entrevistados tinham acesso a informações como dados sobre clientes, listas de contato, registros de funcionários, documentos confidenciais da empresa, programas de computador e outros tipos de propriedade intelectual.

No relatório, intitulado Jobs at Risk = Data at Risk ("Empregos em Risco = Dados em Risco"), o instituto afirma que esse tipo de violação de dados privados coloca a saúde financeira da companhia em risco.

A opinião reforça em parte as conclusões de um outro estudo recente da empresa de segurança em informática McAfee.

Estima-se que as perdas econômicas globais por causa do roubo de dados e da violação de segurança de computadores pelo crime organizado, hackers e funcionários das próprias empresas chegaram a US$ 1 trilhão no ano passado.

Kevin Rowney, do setor de prevenção de perda de dados da empresa de segurança para computadores Symantec, que patrocinou o estudo, disse em entrevista à BBC que "a propriedade intelectual de uma empresa vale quase mais do que as instalações".

"Este é o principal bem de uma companhia, e qualquer violação ou perda (da segurança dos dados armazenados) pode custar muito caro."

Revistando funcionários
O Instituto Ponemou afirma que parte do problema é resultado das próprias empresas e da falta de cuidados relacionados à segurança. Apenas 15% das companhias dos entrevistados revisavam ou auditavam os papéis ou documentos eletrônicos que os funcionários estavam levando para fora da empresa.

Segundo especialistas, a maioria das violações de dados pode ser evitada. O relatório também diz que, quando as empresas faziam uma revisão, ela era feita de forma ineficiente - 45% delas terminaram incompletas e outras 29% eram muito superficiais.

"Muitas empresas pensam que a violação de dados é o preço que pagam por fazer negócios", afirmou Spinney. "Elas acreditam que é simplesmente algo com o que têm de conviver. Nossa percepção é de que muitas companhias simplesmente desistiram, mas este estudo mostra que existem formas de prevenção."

Durante a crise econômica, especialistas de segurança prevêem que o número de ataques de funcionários vai aumentar. Na semana passada, a Microsoft disse à BBC que, "com a previsão de perda de 1,5 milhão de empregos apenas nos Estados Unidos, existe um risco e uma exposição crescente a estes ataques".

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