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Tecnologia

 
 

Pisque ou sorria e troque a música do seu player

10 de março de 2009 08h35 atualizado em 30 de março de 2009 às 19h04

Estudante Shingo Toda faz uma careta para mostrar como funciona o Mimi Switch. Foto: AFP

Estudante Shingo Toda faz uma careta para mostrar como funciona o Mimi Switch
Foto: AFP

Pesquisador da Universidade de Osaka criou um dispositivo, semelhante a um fone de ouvido, que permite ao usuário controlar aparelhos eletrônicos - como um player de música - simplesmente fazendo gestos faciais, como piscar, franzir as sobrancelhas ou sorrir. Chamado "Mimi Switch" ou Ear Switch", o dispositivo foi criado pelo pesquisador Kazuhiro Taniguchi.

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O dispositivo é dotado de uma série de sensores infravermelhos capazes de detectar mudanças sutis no formato do ouvido conforme o usuário altera as expressões faciais. O "fone" se conecta a um microcomputador que permite controlar diferentes aparelhos. No futuro, seria possível operar a máquina de lavar, ou apagar as luzes de casa usando o "Mimi Switch".

O dispositivo também poderia armazenar e interpretar dados, e até conhecer seu usuário, afirmou o pesquisador à agência France Presse. "Se ele achar que você não está muito sorridente, pode tocar uma música mais alegre".

As pessoas podem usar o gadget para relaxar - talvez mudando as músicas que escutam sem usar as mãos, enquanto lêem um livro - mas Taniguchi também vê aplicações mais sérias, como tornar a vida mais fácil e segura. "O sistema pode atuar como uma ajuda para pessoas idosas, registrando quantas vezes a pessoa espirra, ou se ela está se alimentando regularmente", disse. "Se acreditar que a pessoa não está bem, pode disparar uma mensagem para os parentes", exemplificou.

O "Mimi Switch" também pode funcionar como um controle remoto para equipamentos destinados a pessoas com deficiências, de câmeras e computadores até condicionadores de ar, ou alertar os serviços de emergência no caso de uma queda.

Taniguchi vai patentear o dispositivo no Japão e no exterior. Ele também planeja trabalhar numa versão sem fio e procura empresas para financiar o projeto e colocá-lo no mercado, o que poderia acontecer dentro de dois ou três anos.

Redação Terra