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 Partido Pirata quer concorrer ao Parlamento Europeu
13 de abril de 2009 13h28 atualizado às 15h10

Com a proposta de defender os direitos à privacidade dos cibercidadãos e erguendo a bandeira que pede o fim dos sistemas de patentes e requer a liberação de downloads, o Partido Pirata, criado em 2006 na Suécia, pretende concorrer agora a uma vaga no Parlamento Europeu. A disputa por uma cadeira no Legislativo ocorre em junho.

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De acordo com o site PiratPartiet, que já conclama seus 12 mil filiados a apoiarem a iniciativa no pleito de 7 de junho deste ano, o Partido Pirata também declara que vai brigar por uma vaga no Parlamento Sueco para representar suas idéias. Dentre as principais propostas da legenda, a cópia gratuita de livros e músicas na internet também é incluída, cita Christian Engström, um dos fundadores do partido, no seu site homônimo.

Para conquistar um disputado lugar no Legislativo europeu, os "piratas" suecos também têm recebido apoio de seguidores de outros países, a exemplo da Alemanha, que também lançou legenda política em defesa da liberdade dos internautas. Mas, ainda que seja crescente a legião de entusiastas da ciberplataforma, a participação eleitoral é pequena: para eleger um representante, são necessários pelo menos 100 mil votos. Em 2006, quando concorreram, somente de 35 mil votos foram somados.

Um dos argumentos declarados por Christian para atrair eleitores é que "manter patentes farmacêuticas em sigilo impede que se salve vidas", pois "o mais recente exemplo disso é o vírus da gripe aviária, onde nem mesmo a ameaça de uma pandemia global pode tornar isso possível."

Sobre o respeito à privacidade na internet, o sueco critica ainda que "após 11 de setembro, a Europa também foi varrida por um pânico geral, o que aumentou o nível de vigilância e controle de toda a população", medida que ele considera ilegal e invasiva, citando o rastreamento de sites e ligações telefônicas.

Segundo Christian, "os argumentos para este estado de vigilância podem até soar convincentes, mas temos de puxar o freio para o caminho que tomamos em direção a uma sociedade controlada que não queremos ser", e finaliza dizendo que "o Partido Pirata quer evitar que isto aconteça".

Redação Terra