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Brasil prepara especialistas para combater cibercrime na AL

12 de maio de 2009 08h29 atualizado às 09h54

A dificuldade em se definir fronteiras no mundo virtual exige uma cooperação entre os países para lidar com as ameaças de ataques cibernéticos. Uma das atuações do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC), ligado à Presidência da República é, exatamente, celebrar acordos de troca de experiências na área.

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É do Brasil, por exemplo, a responsabilidade por preparar equipes de resposta a incidentes de rede em toda a América Latina. Essa troca se dá através do Comitê Interamericano contra o Terrorismo, da Organização dos Estados Americanos (OEA).

"Na América Latina há um projeto que é do governo brasileiro, até para ajudar a nossa vida. Começamos o processo há três anos junto com a OEA. E, agora, estamos treinando os países vizinhos para lidar com as situações de riscos na web. E quando falo vizinhos, é do México para baixo", conta o diretor do DSIC, Raphael Mandarino Jr.

Segundo ele, os Estados Unidos e o Canadá também colaboram no esforço de preparação de equipes, mas a principal tarefa é mesmo brasileira. "Ensinamos as pessoas como montar equipes de resposta a incidentes de rede; qual o software a ser utilizado; quais medidas devem ser tomadas pró-ativamente e de reação às tentativas de invasões", relata o diretor do DSIC. "Os Estados Unidos e o Canadá também ajudam, mas há uma certa resistência ao treinamento norte-americano", confessa Mandarino.

Ele mesmo questiona o limite da atuação nacional em incidentes de rede. Afinal, lembra Mandarino, quais são as fronteiras do espaço cibernético brasileiro? "É o cabo quando entra no Brasil? Está na máquina de uma empresa brasileira lá fora? No satélite? Onde está a fronteira? A máquina na embaixada brasileira no Japão é da estrutura brasileira ou do Japão? Essa prática não está clara", observa o diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicações (DSIC).

Convergência Digital
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