
Atualizada às 09h23 Cerca de 700 clérigos muçulmanos indonésios se reuniram para estudar fórmulas para regular a participação em redes sociais pela internet como o Facebook e evitar que seus fiéis as usem para "atividades sexuais ilícitas".
As autoridades islâmicas da nação de maior população muçulmana do mundo estudam a proibição de utilizar estas plataformas para conhecer outras pessoas, pois em sua opinião favorecem as relações sexuais fora do casamento e o adultério.
O número de usuários do Facebook na Indonésia cresceu em 2008 a um ritmo mais rápido que na China ou Índia, e subiu 645%, para 831 mil usuários, 0,5% da população de quase 240 milhões de pessoas do país.
Por enquanto, os imames indonésios não vão proibir seus fiéis de ter uma conta nesta e em outras redes de contatos digital, mas querem criar uma normativa que estabeleça regras sobre o comportamento decoroso nelas. Uma fatwa (édito religioso) neste sentido elaborada pelos clérigos não teria qualquer valor legal, mas se for respaldada pelo influente Conselho de Ulemás da Indonésia seria respeitada pela maioria de muçulmanos do país.
Os imames estão preocupados com a possibilidade de os jovens indonésios usarem redes de relacionamento para oferecer serviços sexuais através da internet, como acontece na Tailândia.
O Facebook é o site mais frequentado pelos internautas indonésios, à frente dos populares endereços de busca como Google e Yahoo!. Cerca de 90% da população da Indonésia professa o Islã, a maioria tolerante em relação a novos costumes, embora nos últimos anos tenha aumentado o número de fiéis mais conservadores.
EFE
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