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Tecnologia

 
 

Busca de um nome pela Microsoft termina em Bing

29 de maio de 2009 12h48 atualizado às 13h18

"Por que você não procura no Bing?" Se, dentro de um ano, você ouvir essa frase de alguém, e compreender o que ela significa, Bill Gates será um bilionário feliz. Isso vai significar que a Microsoft estará por fim fazendo progresso em seu esforço por desafiar o domínio do Google nos serviços online de busca.

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O Bing, nome que a Microsoft deu ao seu novo serviço de buscas, revelado na quinta-feira, é uma resposta ao Google ¿ nome que no passado pouco significava mas se tornou parte da linguagem cotidiana como sinônimo para executar uma busca na web. Depois de meses de, ahn, buscas, a Microsoft decidiu adotar o nome Bing como substituto do perfeitamente esquecível "Live Search", o qual era ele mesmo um substituto do MSN Search.

A Microsoft investiu bilhões de dólares nesses serviços e nem assim conseguiu retardar o avanço do Google, de modo que um nome novo certamente não vai atrapalhar.

Os gurus de marketing da Microsoft esperam que Bing não seja lembrado como o nome de uma espécie de cereja ou de uma casa de strip-tease em Família Soprano, mas sim como um som: o som de um sino que soa para pontuar um momento de descoberta, quando uma busca conduz a uma resposta.

O nome tem por objetivo servir como "o som da descoberta", à medida que o Bing ajuda as pessoas em tarefas complexas como escolher uma câmera, disse Yusuf Mehdi, vice-presidente sênior do grupo de audiências online na Microsoft.

E caso o Bing se torne um termo de uso comum, como "Xerox", "TiVo" ou, bem, "Google", isso certamente agradaria a empresa. Steve Ballmer, o presidente-executivo da Microsoft, disse na quinta-feira que apreciava o potencial do Bing de "virar verbo". Além disso, afirmou, "funciona no mundo inteiro e não tem conotações negativas ou incomuns".

Alguns especialistas em marca afirmam que a escolha do nome Bing é um bom começo, mas também a parte mais fácil do desafio que a empresa precisa enfrentar, porque a maioria das pessoas recorre ao Google sem pensar duas vezes.

Michael Cronan, cuja consultoria ajudou a criar nomes como TiVo e Kindle, para a Amazon, diz que o som, a brevidade e o final em "ing" do nome Bing são todos pontos positivos.

"O nome parece prometer que a pessoa encontrará aquilo que está procurando, o que é excelente", ele afirmou. "Mas o sucesso depende inteiramente da qualidade da experiência que a Microsoft seja capaz de propiciar".

Peter Sealey, antigo vice-presidente de marketing da Coca-Cola, diz que a Microsoft deveria ter selecionado um nome que tenha conotações mais diretas de pesquisa. "Bing não tem valor estabelecido; sinaliza coisa alguma", disse Sealey. "Vai custar muito caro a criação de uma imagem para essa coisa chamada Bing".

O nome Google é um jogo verbal com a palavra "googol", que representa o número um seguido por cem zeros. A empresa afirma que o nome é referência à sua ambiciosa missão de organizar toda a informação do mundo.

Perguntado sobre a escolha de nome da Microsoft em uma entrevista coletiva na quarta-feira, Sergey Brin, um dos co-fundadores do Google, disse que não estava suficientemente informado sobre o novo serviço para comentar. Mas acrescentou, em tom brincalhão: "Estamos bem satisfeitos com o nome Google".

Enquanto isso, alguns profissionais de tecnologia já começavam a espalhar a brincadeira de que Bing também serve como um acrônimo pouco afortunado para "But It's Not Google" (mas não é o Google, em português).

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times
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