Quase metade dos chineses com menos de 25 anos visita sites pornográficos da internet, o que os expõe aos crimes do mundo virtual, revelou na quarta-feira Sun Hongyan, pesquisador da Associação de Estudo da Juventude e Criança da China. O especialista fez as declarações quando concedeu uma entrevista ao site oficial do Diário do Povo.
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As conclusões do especialista vieram de um estudo realizado durante um ano. Encerrado no mês passado, o estudo pesquisou 24 mil internautas com menos de 25 anos que moram em cinco cidades chinesas, entre elas Shanghai e Beijing. Os resultados da pesquisa mostram que 48,3% dos entrevistados tinham visitado sites pornográficos e 43,4% tinham recebido emails ou e-cards (cartão eletrônico) com conteúdo violento ou obsceno. Cerca de 14,5% perderam dinheiro ou sofreram de danos físicos ou emocionais por causa disso.
"Para os jovens, a internet é uma faca de dois gumes. Pode expandir a visão, mas também os deixa vulneráveis a crimes online", analisou. Shang Xiuyun, juiz do Tribunal Popular do distrito de Haidian, Beijing, disse que as influências negativas da pornografia e da violência online conduziram a um aumento de crimes juvenis, inclusive roubo e violação sexual.
O governo chinês anunciou na semana passada que todos os computadores vendidos no mercado chinês a partir do 1º dia de julho terão que ter um software filtro pré-instalado para excluir a pornografia online.
Segundo o governo, a política quer dar resposta aos pedidos de muitas escolas e de pais de estudantes. No entanto, a medida se tornou bem polêmica quando surgiu uma preocupação com a possível violação da privacidade dos usuários.
O número de internautas na China chegou a 316 milhões no fim de março passado e maioria deste grupo tem menos de 25 anos, revelou o Centro de Informação da Internet da China.- Agência Xinhua


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