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Tecnologia

 
 

Novo software para iPhone traz 45 correções de segurança

18 de junho de 2009 08h48 atualizado às 09h44

O novo sistema operacional para o iPhone, o iPhone 3.0, traz 45 atualizações para corrigir vulnerabilidades de segurança raras dos aparelhos iPhone e iPod Touch.

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"Este é um pacote grande de correções para o iPhone", afirmou o especialista em segurança Dino Dai Zovi, que atualmente está escrevendo um livro sobre como invadir o sistema do celular da Apple.

A Apple tem uma ótima reputação em relação à segurança de seus aparelhos. Apesar da raridade da divulgação de tantos reparos de uma só vez, analistas ainda não encontraram softwares maliciosos que tenham o iPhone como alvo desde o lançamento do produto, há dois anos.

Vulnerabilidades como essas não são exclusividade da Apple. As empresas de tecnologia lutam constantemente para se manter a frente dos hackers, cada vez mais sofisticados. Toda vez que uma falha na segurança é identificada, há a possibilidade de hackers se aproveitarem dela.

A Research in Motion, concorrente da Apple, recentemente lançou um pacote de correções para o software de seu smartphone BlackBerry, para reparar uma falha que permitia que hackers usassem o aparelho para entrar nas redes de computadores das empresas.

"Dado a extensão de ferramentas e da funcionalidade do sistema operacional do iPhone, é de se esperar que a Apple teria correções de segurança", afirmou a analista da Cross Research Shannon Cross.

Tradicionalmente, hackers tendem a se focar na criação de programas que ataquem PCs que operam sob o sistema operacional Windows, da Microsoft, já que ele é usado em mais de 90% dos PCs.

Analistas esperam que isso mude, uma vez que as vendas de aparelhos celulares vêm aumentando rapidamente, ao passo que o mercado de PCs vem caindo.

"Eles não são mais aparelhos bobos que só são usados para fazer ligações. Eles retêm uma grande e rica variedade de informações pessoais e, em alguns casos, são usados como carteiras eletrônicas", disse Joris Evers, porta-voz da McAfee, segunda maior fabricante de softwares de segurança.

Reuters
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