Atualizada às 20h59 Antes de embarcar para Porto Alegre (RS), onde participa a partir de quarta-feira do Fórum Internacional Software Livre, o estado-unidense Richard Stallman esteve em Campinas (SP) para falar sobre o assunto. Stallman é criador do sistema operacional GNU/Linux e luta pela difusão de programas abertos.
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Uma plateia de cerca de 400 estudantes lotou o centro de convenções da Unicamp (Universidade de Campinas) para ouvir o criador do movimento, que é contra todas as licenças de programas de computadores. Desde a década de 90, o lendário hacker deixou a atividade de programação em segundo plano e passou a defender o conceito de software livre pelo mundo.
Em Campinas, ele repetiu os quatro pilares da definição. Para ser considerado livre, um programa deve, segundo Stallman: servir ao propósito que o usuário preferir, ter o seu código-fonte disponível e passível de ser mudado, poder ser reproduzido e repassado, poder ser modificado e distribuído à comunidade de usuários.
Entre as posições defendidas na palestra, segundo a assessoria de imprensa da universidade, estão a de que um programador deve se negar a desenvolver softwares caso eles venham a ser vendidos e protegidos. Para Stallman, a criação de funções atraentes nos programas serviria para convencer o público a pagar pelos serviços.
Na filosofia do software livre, essa é uma armadilha que fere a liberdade de toda a sociedade. Esta é a segunda vez que Stallman vai a Campinas. Ele também esteve na cidade em 2001.
O internauta Wagner Guidi, de Limeira (SP), participou do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.
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Wagner Guidi/vc repórter
Richard Stallman falou a cerca de 400 pessoas na Unicamp
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