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Sexta, 3 de julho de 2009, 14h04

Internet ajudará jovens nos EUA a parar de fumar

A Universidade de Illinois em Chicago (UIC) está liderando um projeto avaliado em US$ 2,9 milhões do Instituto Nacional de Câncer norte-americano sobre o uso da internet em tratamentos para fazer com que jovens entre 18 e 24 anos parem de fumar.

"Surpreendentemente, esse grupo tem a maior taxa de fumantes em comparação a qualquer outra faixa etária", disse o professor de psicologia e principal investigador do estudo, Robin Mermelstein.

"De fato, o ato de fumar começa a aumentar gradativamente entre os 18 e 24 anos de idade e, mesmo assim, muitos jovens pensam em largar e realmente querem parar, mas eles têm as taxas mais baixas de desistência ou tentativa."

Quando jovens fumantes tentam largar o vício, disse Mermelstein, "eles tendem a não usar o que sabemos que funciona. Muitos jovens realmente pensam que os tratamentos não funcionam ou que estão melhores usando métodos caseiros e meios naturalistas, e tendem a evitar métodos cientificamente comprovados".

Mermelstein e colegas da UIC, em parceria com a Universidade de Iowa e a American Legacy Foundation, trabalharão com a agência de publicidade GDS&M Idea City para desenvolver anúncios interativos na internet e avaliar quais mensagens motivam os jovens fumantes a utilizar o www.BecomeAnEx.org, site que orienta sobre como parar de fumar e reaprender a viver sem o cigarro.

"Esse é um programa cientificamente comprovado muito efetivo e envolvente para parar de fumar desenvolvido pela American Legacy Foundation", observou ele. "Para atingir jovens fumantes, você tem que ir onde eles estão e a internet é o lugar", acrescentou o professor.

Para Mermelstein, outra meta importante do projeto é achar estratégias para aumentar a motivação e conseguir que o jovem fumante pense que "agora é hora de parar, não daqui a cinco anos, nem daqui a 10 anos, mas agora".

O estudo de abrangência nacional nos Estados Unidos inscreverá mais de 3 mil jovens fumantes por meio da internet, que serão recrutados através de sites como o Craigslist.

Reuters

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