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Sexta, 10 de julho de 2009, 20h25

Grandes empresas de mídia buscam novos modelos de negócios

Yinka Adegoke

Os magnatas da mídia presentes esta semana num encontro em Sun Valley passaram o tempo discutindo como reconfigurar seus modelos de negócios, que passam por dificuldades com a internet.

Com os problemas do mercado de crédito e um futuro incerto, as negociações de novos acordos têm sido mínimas este ano. No entanto, nunca houve um momento mais importante para os conglomerados da mídia e seus financiadores agirem e se adaptarem à era da internet.

Os ânimos durante o encontro foram descritos como sendo "sombrios" e "muito pessimistas" pelo executivos. Enquanto a recessão provava ser uma das principais razões, outra é a incerteza sobre como gerar lucros futuros com a distribuição de notícias e entretenimento online e através de dispositivos como o smartphone.

"Não estamos usando conteúdo grande na internet porque não está claro para nós que esta seja a forma como as pessoas queiram consumir conteúdo", disse o presidente-executivo da Discovery Communications, dona do Discovery Channel, David Zaslav.

"Mas também há o fato de que o modelo de negócios ainda não existe, então estamos indo aos poucos", acrescentou ele em entrevista nos bastidores do evento, organizado pelo banco de investimentos Allen & Co.

No bar do hotel em Sun Valley, ao qual a imprensa não teve acesso, a maior parte das conversas girou em torno da questão de conteúdo gratuito versus conteúdo pago, disse um executivo que pediu para permanecer anônimo.

O desafio seria como as empresas de mídia podem manter vivo o lucrativo modelo de negócios a cabo em um momento em que os consumidores estão cada vez mais conseguindo conteúdo de graça online. As operadoras de TV a cabo pagam taxas de filiação às redes de TV a cabo por sua programação e ambas dividem a receita de publicidade.

Planos como o TV Everywhere, da Time Warner, e o On Demand Online, da Comcast, buscam preservar o modelo ao oferecer programas de TV a cabo na internet para assinantes pagos e autenticados do serviço a cabo.

"A autenticação é um interessante passo intermediário e é algo que estamos estudando", disse Zaslav.

As discussões sobre o TV Everywhere têm esquentado. O presidente-executivo do Google, Eric Schmidt, confirmou a jornalistas que tem tido negociações preliminares com a Time Warner a respeito da possibilidade de colocar programas de TV a cabo pagos no YouTube. Mas ele não quis dar maiores informações.

Reuters

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