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Tecnologia

 
 

Chinês se suicida após desaparecimento de novo iPhone

22 de julho de 2009 09h53 atualizado às 11h16

Um funcionário de uma empresa que fabrica iPhones na China suicidou-se após descobrir o desaparecimento de um protótipo do que seria a quarta geração do celular. Sun Danyong, 25 anos, trabalhava na Foxcom Technology, empresa que faz diversos produtos da Apple, localizada na cidade de Shenzhen, perto de Hong Kong, de acordo com a Associated Press.

Embora tanto a Apple como a Foxcom tenham confirmado o suicídio de Danyong, não foram fornecidos detalhes sobre as circunstâncias da morte, reportadas pelo Southern Metropolis Daily, um dos jornais mais populares da região.

Há enorme pressão sobre funcionários que lidam com novos produtos da Apple para manter um altíssimo nível de segredo sobre os gadgets, tradicionalmente lançados em meio a grande suspense e enorme agitação no mercado. A empresa também é alvo constante de jornalistas, consumidores aficionados pela marca e concorrentes que sempre tentam dar uma espiada no que a Apple tem de mais recente.

Danyong era responsável pelo envio de protótipos do iPhone para a Apple na Foxcom, que é há tempos uma das parceiras mais importantes da Apple. No dia 13 de julho, Danyong relatou a falta de um dos 16 exemplares da nova geração do celular que estavam com ele, segundo o jornal.

Amigos de Danyong contaram ao jornal que seguranças da empresa foram ao apartamento do rapaz e revistaram a residência. Segundo eles, Danyong teria sido detido e agredido pelos guardas. Na manhã de 16 de julho, ele pulou do 12º andar do prédio em que morava.

"Estamos tristes com a trágica perda de um jovem trabalhador, e estamos aguardando os resultados das investigações sobre sua morte", disse Jill Tan, porta-voz da Apple em Hong Kong. "Exigimos que os nossos fornecedores tratem todos os trabalhadores com dignidade e respeito", acrescentou.

A Foxcom disse, em comunicado, que o chefe da segurança, Gu Qinming, foi suspenso de suas funções e entregue à polícia. O jornal reproduziu declarações de Qinming afirmando que "jamais bateu" em Danyong. Contou que, após três agentes terem revistado o apartamento de Danyong sem encontrar o iPhone, o funcionário recebeu ordem de ir ao escritório do chefe da segurança no dia 15 de julho.

Qinming disse ao jornal que não acreditava na sinceridade do rapaz. "Fiquei agitado, apontei o dedo para ele e disse que ele estava tentando transferir a culpa", disse. A polícia local não quis dar declarações. As investigações prosseguem.

Redação Terra