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Internautas podem decidir rumo da vida online após sua morte

18 de agosto de 2009 15h33 atualizado às 15h34

Quando sua filha de 21 anos morreu em um acidente, Pam Weiss nunca havia visitado a página do Facebook. Naquela época, a rede social era usada quase exclusivamente por jovens, como Amy, a filha de Pam. Mas, ela sabia que a jovem tinha uma conta no Faceebook e decidiu ver as fotos da filha na página. Segundo publica a versão online da revista Time nesta terça-feira, Pam descobriu bem mais do que procurava, e logo passou a se comunicar com os amigos da filha.

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A americana tomou conhecimentos dos planos da filha por meio de suas postagens. "Fez-me sentir bem saber que a Amy tinha um efeito positivo sobre tantas pessoas. Eu não faria idéia disso se não tivesse entrado para o Facebook", disse à publicação. Algumas empresas, atentas às dificuladades que familiares podem enfrentar para ter acesso às páginas de pessoas mortas, estão oferecendo um novo serviço. Elas arquivam as senhas do internauta e enviam à família depois da confirmação do óbito.

Embora no caso de Amy, a conta tenho sido fechada pelo Facebook três meses após sua morte, a rede decidiu mudar a medida em função do número crescente de pessoas que utilizam a página para deixar mensagens em memória de amigos mortos. Elizabeth Linder, porta-voz do Facebook, explicou à Time, que a necessidade de adaptar o site surgiu após o tiroteio em Virgínia Tech, em que vários jovens foram assassinados.

A adaptação fez com que os perfis de usuários mortos deixassem de ter determinadas informações, como atualizações. Além disso, os perfis se tornam restritos a amigos do usuário, que podem continuar postando comentários. Mas, se acharem mais adequado, os familiares têm o direito de solicitar a remoção do perfil.

O MySpace adotou uma política semelhante, que não restringe a visualização do perfil. O LiveJournal "congela" a página. O Flickr mantém a conta do usuário morto e impede o acesso de amigos e familiares a fotos marcadas como "privadas" pelo usuário.

Quando o assunto são os e-mails, o porta-voz do Yahoo!, por exemplo, garante que a privacidade do usuário é garantida, mesmo após sua morte. Em 2005, familiares de um militar morto no Iraque entraram na Justiça para ter acesso aos e-mails da vítima. Um juiz deu ganho de causa à família, mas em vez da senha, eles receberam do Yahoo! um CD com as mensagens gravadas. O Hotmail e o Gmail se dispõem a enviar CDs com cópias das mensagens a parentes de usuários, mas eles precisam antes enviar uma certidão de óbito para comprovar a morte.

Empresas como a Legacy Locker e a Deathswitch já descobriram nisso um novo nicho de mercado e passaram a oferecer um serviço em que arquivam as senhas das pessoas por cerca de US$ 30 ao ano e as enviam a pessoas pré-determinadas depois da morte do cliente. Estas empresas costumam enviar mensagens frequentes para se certificar de que o cliente ainda está vivo e, depois de um período sem retorno, liberam as mensagens para os "herdeiros".

Redação Terra