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 Estudo avalia poder de concentração entre tarefas múltiplas
03 de setembro de 2009 13h39 atualizado às 13h40

Os realizadores de tarefas múltiplas de mídia - aquelas pessoas extraordinárias que parecem ser capazes de simultaneamente falar ao telefone, ouvir música, navegar pela internet, enviar torpedos, e-mails, ler, escrever, brincar com jogos de computador e assistir a vídeos - parecem ter habilidades fora do comum. Por isso, pesquisadores de Stanford desenvolveram um estudo para descobrir quais habilidades ajudavam essas pessoas a se concentrar em suas tarefas.

Primeiro, os pesquisadores identificaram um grupo de universitários que passavam muitas horas por semana usando até 12 formas de mídia, geralmente ao mesmo tempo, e outro grupo que foi chamado de realizadores leves de tarefas múltiplas. Eles então testaram os grupos enquanto não estavam realizando tarefas múltiplas para avaliar três habilidades cognitivas: filtragem de informação externa, recuperação de informações importantes da memória e fácil transição de uma tarefa para outra.

Os resultados - que aparecem online no periódico Proceedings of the National Academy of Sciences - foram espantosos. "Estávamos tentando descobrir em que eles eram bons e como se revelou: em nada", disse Clifford Nass, professor de Stanford que foi um dos autores do estudo. "Eles se saíram pior em todas as três habilidades necessárias para a realização de várias tarefas ao mesmo tempo."

Na verdade, Nass disse: "Quanto maior a probabilidade de alguém realizar tarefas múltiplas, pior é o desempenho dessa pessoa e isso nos chocou. Aqueles que realizam tarefas múltiplas ao extremo se focam excessivamente no irrelevante, têm uma memória muito ruim e são péssimos ao passar de uma tarefa para outra."

As implicações foram perturbadoras. "É dessa forma que seus cérebros são agora construídos", ele disse.

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
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