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Tecnologia

 
 

Pesquisadores criam o primeiro robô feito de mofo

08 de setembro de 2009 09h59 atualizado às 10h55

Cientistas da Universidade do Oeste da Inglaterra desenvolveram o plasmobot, robô fabricado a partir do plasmódio, uma espécie de mofo comumente encontrado em florestas, jardins e outros locais úmidos do Reino Unido. De acordo com o site PhysOrg o objetivo da pesquisa é fabricar o primeiro robô totalmente biológico, sem componentes de silício.

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Esse projeto é pioneiro nos estudos de computação não convencional. Se é difícil imaginar como um robô possa ser feito de mofo em sua totalidade Andy Adamatzky, o professor que lidera a pesquisa, explica: "A ideia de um computador para a maioria das pessoas é uma peça de hardware com software projetado para realizar tarefas específicas. Esse mofo, ou plasmódio, é uma substância natural com sua própria inteligência embutida. Ele se propaga e procura por fontes de nutrientes, e quando encontra essas fontes se ramifica em uma série de veias de protoplasma", esclarece.

O plasmódio, estágio vegetativo do organismo protista Physarum polycephalum, é um material muito flexível. Além de conseguir resolver complexas tarefas computacionais como cálculo do menor caminho entre dois pontos ele também pode mover objetos, uma vez que faz crescer tubos que oscilam e locomovem coisas. Também é possível fazê-lo crescer em determinadas direções ao aplicar estímulos luminosos ou químicos.

De acordo com o blog Beyond the Beyond da revista Wired, os robôs terão entradas e saídas paralelas, uma rede de sensores e o poder de computação esmagador dos supercomputadores atuais. O plasmobot poderá será controlado por gradientes espaciais de luz, campos eletromagnéticos e as características do substrato sobre o qual for colocado.

Apesar de estranho, o plasmódio pode ter aplicações extremamente benéficas para a humanidade. Segundo o dr. Adamatzky, o mofo poderá futuramente ser utilizado para levar pequenas quantidades de substâncias químicas a um local, usando a luz para propagá-lo; ou seu movimento poderia ser usado para ajudar a montar micro-componentes de máquinas.

No corpo humano o plasmódio poderá levar remédios a certas partes, ou poderá funcionar como milhares de pequenos computadores sob a pele que atuarão em rotinas que deixarão o cérebro livre para outras tarefas. Obviamente, todas essas aplicações, por enquanto, são especulações ¿ e, embora a tecnologia seja mesmo promissora, nada há, ainda, de prático construído sobre ela.

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