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 Google planeja sistema de micropagamentos para jornais
10 de setembro de 2009 12h15 atualizado às 15h08

Leitores eletrônicos já foram considerados solução para jornais. Foto: The New York Times

Leitores eletrônicos já foram considerados solução para jornais
Foto: The New York Times

Jornais do mundo inteiro vem tentando solucionar o problema da livre circulação de informação na internet. E, a solução para tornar os sites dos jornais em um negócio rentável, pode vir exatamente daquele que é considerado o principal causador do problema: o site de buscas Google.

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A Associação de Jornais dos Estados Unidos (NAA, na sigla em inglês), que reúne mais de 2 mil editores, solicitou recentemente ao Google e a outros grupos, como Microsoft, IBM e Oracle, o desenvolvimento de uma solução que permita cobrar pelos acessos aos sites de internet através do pagamento de notícias ou do cadastramento dos dados dos usuários, a fim de revender para eventuais objetivos publicitários.

Segundo informações do jornal La Repubblica, o Google foi o primeiro a propor uma solução viável: o sistema de micropagamentos, ou seja, pagamentos de valores inferiores a US$ 0,50, de modo semelhante como já ocorre com lojas virtuais como Tunes.

A principal dificuldade deste tipo de cobrança sempre foi encontrar um sistema de transações financeiras online que permitisse a tranferência de quantias tão pequenas sem despesas muito altas. E a solução do Google entra exatamente neste campo. A empresa de Mountain View anunciou que até 2010 deve lançar uma plataforma para pagamentos online adaptada aos jornais, derivada da já existente Google Checkout, e ainda em fase embrionária de desenvolvimento.

No documento de resposta à Associação Americana de Jornais, o Google afirmou, segundo o La Repubblica, que os conteúdos mais importantes dos jornais online podem se tornar uma fonte de renda sustentável e que "aberto a todos" não precisa significar necessariamente "gratuito". O Google também salientou que, apesar do buscador ficar com um percentual dos lucros, a decisão de aplicar o sistema às notícias será dos editores, que continuarão proprietários dos seus conteúdos.

Redação Terra