Cristina afirmou que sua reforma das atuais regras de mídia do país, que datam da ditadura militar de 1976 a 1983, irá estimular a democracia, mas críticos afirmam que sua principal motivação é reprimir o poderoso grupo de comunicação Clarín.
Um dos artigos mais criticados do projeto de lei permitia que empresas de telefonia entrassem no mercado de TV a cabo, desafiando o Clarín. O grupo têm participação em jornais e rádios, além de duas operadoras de televisão a cabo.
No entanto, Cristina afirmou que o governo decidiu retirar o polêmico artigo do projeto de lei para conseguir um maior apoio do Congresso, onde o tema está atualmente sendo debatido. A maioria dos parlamentares da oposição já prometeu votar contra a lei.
O artigo removido previa que empresas de telecomunicações com 70 por cento de controle argentino pudessem fornecer o lucrativo serviço combinado de TV a cabo, telefone e Internet banda larga.
Uma das principais empresas de telefonia da Argentina, a Telefónica de Argentina, é controlada pela espanhola Telefónica. Portanto, era improvável que se tornasse uma empresa de controle estatal.
Mas outra grande companhia de telecomunicações, a Telecom Argentina, era vista como possível beneficiária da reforma no setor de radiodifusão.
(Reportagem de Helen Popper e Nicolas Misculin)

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