
Atualizada às 15h25 A polêmica lei antipirataria da França que prevê a suspensão, pelas autoridades, da conexão de internautas que fizerem download ilegal foi ratificada no parlamento nesta terça-feira. No entanto, a oposição anunciou que contestará a lei na Justiça.
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O Partido Socialista, da oposição, que já tinha levado a primeira versão da chamada lei "Hadopi" à Justiça, afirmou que irá formalizar uma nova contestação.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, não mediu esforços para incentivar a aprovação do projeto, e contou com o apoio das indústrias de música e cinema, que alegam um prejuízo de milhões de euros devido a downloads ilegais na Internet.
Mas a lei, que criará um novo órgão regulador com poderes de investigação sobre internautas suspeitos e de fazer recomendações de medidas a serem tomadas, tem sido muito criticada por grupos de proteção ao consumidor e da oposição.
Os críticos afirmam que a lei não será eficaz no combate a piratas específicos, e apenas irá impor punições desnecessariamente severas sobre o internauta comum.
A versão anterior da lei foi bastante amenizada. O ministro da Cultura, Frederic Mitterrand, afirmou que espera que o principal efeito da lei seja de dissuadir o download ilegal de conteúdo.
Reuters
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