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 Concorrência acirrada entre e-readers pode prejudicar Kindle
19 de outubro de 2009 07h15 atualizado às 11h53

Na semana passada, a Amazon anunciou com estardalhaço o lançamento internacional do Kindle, seu aparelho para leitura eletrônica, assim como uma redução no preço do produto, mas as perspectivas da companhia para esse mercado ficaram nebulosas poucos dias depois.

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Em uma nova incursão em terras distantes das buscas na internet, a Google apresentou na Feira do Livro de Frankfurt (Alemanha) seu projeto Google Editions, com o qual entrará oficialmente no mundo editorial e começará a fazer dinheiro com a digitalização de livros.

O Google Editions será uma plataforma de livros digitalizados que não serão baixados, mas sim estarão disponíveis na rede. O usuário poderá ler em qualquer dispositivo com tela e conexão com a internet. Isto inclui computadores, telefones celulares e leitores de livros eletrônicos, mas não o Kindle, que é compatível apenas com os títulos à venda no site da Amazon, sua fabricante.

O Kindle pode armazenar até 1.500 livros e sua tela não cansa a vista graças à tecnologia e-ink (tinta digital).

Especialistas do setor consideram que a entrada da Google neste mercado não representa uma ameaça para os fabricantes de leitores de livros digitais, mas sim uma oportunidade, porque a existência de uma nova plataforma aumentará as vendas. Entretanto, como o Kindle só permite que o usuário leia os livros adquiridos no Amazon, não se beneficiará do projeto da Google.

Alguns analistas apontam que o Amazon conseguiu fazer com que o Kindle seja popular, mas não conseguiu o sucesso da Apple com seu iPod - que segue um modelo de negócios similar - e não consegue competir com outros leitores eletrônicos em termos de preço.

Sarah Rotman Epps, analista da empresa de consultoria Forrester Research, diz que o Google Editions reforçará o posicionamento de fabricantes de dispositivos abertos, como o leitor da Sony, mas não a do Kindle.

No entanto, Epps disse acreditar que o Kindle está bastante disseminado e, por isso, não sofrerá muito com o avanço do projeto da Google. "Certamente, apresenta uma concorrência coletiva para a Amazon, mas para muitas pessoas o termo 'leitor eletrônico' é sinônimo de Kindle", disse a especialista.

O principal problema para a Amazon reside nos países nos quais o Kindle ainda não tem uma fração de mercado nem uma imagem estabelecida.

A Forrester Research espera que três milhões de leitores de livros digitais sejam vendidos neste ano graças à redução de preços, e que esta cifra suba para 13 milhões em 2013.

A Sony tem seu leitor, a Apple também - em forma de aplicação para o iPhone - e a cadeia americana de livrarias Barnes&Noble anunciou recentemente o lançamento de um aparelho próprio.

Uma das poucas companhias que parece não estar interessada em entrar no negócio é a Microsoft. Perguntado sobre se o grupo pretende lançar seu próprio leitor, o executivo-chefe da Microsoft, Steve Ballmer, disse na semana passada que a empresa não precisa disso, pois já produz o software que faz funcionar o leitor digital mais popular do mundo.

EFE
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