Gigantes em ação. Para fazer acordos e para trocar farpas. O segundo dia da sexta edição do Web 2.0 Summit, em São Francisco, nos Estados Unidos, agitou o mundo da tecnologia.
» Veja fotos do segundo dia da Web 2.0 Summit
» Troca de farpas marca debate sobre jornalismo
» Depois da Microsoft, Google também tem acordo com Twitter
» MySpace lança plataforma única para gravadoras e independentes
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No terreno da paz, dois grandes acordos. Primeiro, a Microsoft, através do seu responsável pela divisão de serviços online, Qi Lu, anunciou parcerias com o Twitter e o Facebook. A idéia da empresa é "turbinar" sua ferramenta de busca Bing.
Horas depois, a Google tornou público seu contrato com o Twitter. A vice-presidente para produtos de busca e experiência de usuário, Marissa Mayer, deu detalhes da Social Search.
A ferramenta incluirá nos resultados de busca de um usuário os conteúdos relacionados gerados pelos seus amigos nas redes sociais de que ele participa.
O acordo das duas gigantes com o Twitter mostra a sede dos empresários em aproveitar a onda da informação em tempo real na Internet.
Já o CEO do MySpace, Owen van Natta, divulgou uma plataforma única que reúne todos os vídeos de música de grandes gravadores e independentes. Além disso, a empresa criou um painel no qual os artistas poderão analisar o perfil dos que visitam suas páginas e ouvem suas músicas.
Mas foi no debate sobre jornalismo que rolou a "pancadaria". Martin Nisenholtz, vice-presidente do New York Times, e Robert Thomson, editor-chefe do Wall Street Journal, representaram as organizações mais tradicionais de mídia. Do outro lado, Marissa Mayer, vice-presidente do Google, e Eric Hippeau, CEO do Huffington Post.
Nisenholtz acusou o Huffington Post de "roubo dos direitos reservados em muitas ocasiões". Hippeau respondeu que é um engano achar que o conteúdo deve ser produzido por jornalistas que atuam como "porteiros" da realidade.
Thomson também atacou, dizendo que Google e Huffington Post 'reverberam' ao invés de criar. Marissa se defendeu com números: "o Google proporciona 100 mil cliques por minuto aos sites de notícias e paga US$ 5 bilhões por ano aos editores".
Em outro debate, bem menos acalorado, Aneesh Chopra, chefe do departamento de tecnologia do governo dos Estados Unidos, explicou que seus esforços estão concentrados na reforma do sistema de saúde do país.
Calcula-se que cerca de 47 milhões de americanos carecem de cobertura médica nos EUA e o Congresso ainda não chegou a um consenso sobre o alcance e o conteúdo do texto definitivo da reforma.
Nesta quinta-feira, último dia da Web 2.0 Summit, destaque para os debates com Paul Otellini (Intel Corporation), Shantanu Narayen (Adobe Systems Incorporated), Jonathan Miller (News Corporation), Austan Goolsbee (President's Economic Recovery Advisory Board) e Tim Armstrong (AOL).
No grande encerramento, aquele que é considerado o pai da Internet, Tim Berners-Lee (World Wide Web Consortium).
- Redação Terra


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