O britânico Tim Berners-Lee criou a World Wide Web em março de 1989
Foto: AFP
Em março de 1989, Tim Berners-Lee criou a World Wide Web, um sistema baseado na internet para compartilhamento de informações que se tornou o modo por excelência de navegação na rede mundial. Hoje, Lee faz questão de salientar seu desejo de que a internet não acabe nunca nas mãos de alguma grande empresa ou país, e que seu futuro esteja sempre associado à liberdade de expressão.
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"Temos que garantir que a web continue a ser uma plataforma universal: independente de qualquer equipamento, hardware específico, plataforma de software, língua, cultura ou deficiência", afirmou em declarações feitas recentemente em um grande evento do setor sobre o futuro da internet.
Berners-Lee, um cientista britânico atuante na Suíça, ajudou a criar a linguagem de hipertexto usada até hoje em websites, links e navegadores, e é conhecido como o "criador da web". Entre suas diversas funções, é diretor do World Wide Web Consortium, organização que supervisiona o desenvolvimento da Internet, e ligado a centros de pesquisa em computação do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, e da Universidade de Southampton, na Inglaterra.
Berners-Lee também espera que a internet evolua cada vez mais no sentido de "ajudar a gerenciar, integrar e analisar dados". "Hoje, a internet é muito eficaz em nos ajudar a descobrir e publicar documentos, mas os elementos de informação individual dentro desses documentos (seja o dado de algum evento ou o preço de um produto) não podem ser tratados diretamente como dados", afirmou.
"Hoje você pode ver os dados com seu navegador, mas não pode usar outros softwares para manipulá-los ou analisá-los sem passar por um grande esforço manual", continuou, concluindo que "quando este problema estiver resolvido, podemos esperar ver a internet como um grande banco de dados ou planilha, em vez de apenas um conjunto de documentos conectados".
Berners-Lee já foi agraciado com diversos prêmios internacionais, como o Japan Prize, o Prêmio da Fundação Príncipe de Astúrias e o Prêmio Milennium de Tecnologia. Em junho deste ano, foi convidado pelo governo britânico para auxiliar na divulgação dos dados governamentais para o público.
- Redação Terra

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