
Atualizada às 14h57 A censura na internet está aberta a contestação na Organização Mundial de Comércio (OMC), porque pode restringir os serviços fornecidos online, afirma um estudo que está por ser lançado.
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Um caso de censura na OMC pode suscitar questões de soberania, dado o direito dos países membros de restringir o comércio por motivos morais, por exemplo, ao bloquear o acesso a sites de pornografia infantil.
Mas uma decisão da OMC estabeleceria limites para a censura generalizada e incentivaria os Estados a usar, em lugar disso, técnicas mais seletivas de filtragem, de acordo com o estudo que será publicado pelo instituto de pesquisa ECIPE.
"Censura é a mais importante barreira não tarifária à provisão de serviços online, e um caso como esse poderia esclarecer as circunstâncias sob as quais diferentes formas de censura são compatíveis com a OMC", afirma o estudo, redigido por Brian Hindley e Hosuk Lee-Makiyama.
"Muitos países membros da OMC têm a obrigação legal de permitir fornecimento irrestrito de serviços de internet internacionais", afirma o relatório.
Muitos países censuram a Internet por razões políticas e morais. A China desenvolveu um dos sistemas mais abrangentes; em Cuba, todas as formas de navegação não autorizadas são ilegais, e muitos países ocidentais limitam o acesso a sites de pornografia infantil.
O uso da internet é especialmente intenso na Ásia. A China, com 298 milhões de pessoas online, superou os Estados Unidos em termos de número de internautas em 2008, segundo o estudo.
A censura à internet pode ter sério impacto sobre os negócios, afirma o texto, apontando como exemplo o site local de buscas chinês Baidu, que segue as regras de censura do país e superou o Google, líder mundial desse segmento, no mercado da China.
Há até informações de que as autoridades teriam desviado para o Baidu pedidos de busca no Google.com e outros serviços internacionais.
No terceiro trimestre de 2009, o Baidu detinha 64% dos mercado de buscas de internet na China, que movimenta 2 bilhões de iuans (US$ 293 milhões), ante 31,3% para o Google.
Reuters
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