Um juiz federal de Manhattan, nos Estados Unidos, concedeu nesta segunda-feira uma prorrogação até a próxima sexta-feira para a entrega da revisão do acordo lançado pelo Google para legalizar o seu plano de criar uma vasta biblioteca de livros digitais.
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Em uma audiência no mês de outubro, o Google e seus parceiros no Authors Guild e a Association of American Publishers determinaram um cronograma para que fossem feitas as devidas alterações do contrato, no desejo de satisfazer as objeções do Departamento de Justiça e outros críticos.
As partes disseram ao juiz novaiorquino, Denny Chin, que iriam apresentar uma revisão do acordo para aprovação preliminar do tribunal na segunda-feira.
Porém, no dia da apresentação do documento, foi pedida, por meio de uma carata ao tribunal, a prorrogação da entrega para o dia 13 de novembro. No texto, o grupo indicou que havia se encontrado com o Departamento de Justiça, antes e após a audiência de outubro e também na sexta-feira, dia 6 de novembro.
O acordo inicial surgiu a partir de uma ação movida pelo Authors Guild e a Association of American Publishers contra o Google, alegando violação de direitos autorais depois que a empresa começou a digitalizar livros de bibliotecas universitárias. Após o acordo, anunciado em outubro de 2008, a autorização à empresa enfrentou acusações de centenas de autores, professores, bibliotecários, grupos de interesse público e rivais.
Em setembro, o Departamento de Justiça recomendou que o tribunal rejeitasse a resolução na sua forma original. O departamento apresentou um texto oficial de 32 páginas ao Tribunal de Justiça, em 18 de setembro, dizendo que estava preocupado que o acordo poderia violar a lei antitruste, dando ao Google "de fato direitos exclusivos para a distribuição digital de obras órfãs".
As obras órfãs são livros cujos autores são desconhecidos ou não puderam ser encontrados.
O Departamento de Justiça também disse que quer que a resolução de cumpra com as regras de ações judiciais coletivas. Apesar de suas objeções, o departamento declarou ainda que espera que se possa chegar a uma acordo devido aos muitos benefícios que são gerados para os leitores com essa tecnologia.

- The New York Times


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