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 Google tenta reduzir temor sobre biblioteca online
16 de novembro de 2009 10h37 atualizado às 10h57

O Google e a Authors Guild apresentaram uma nova versão de um acordo judicial que autoriza a criação de uma imensa biblioteca online, na tentativa de apaziguarem as preocupações sobre concorrência e direitos autorais que a versão original do entendimento despertou nos Estados Unidos e no exterior.

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O plano do Google de digitalizar milhões de livros e oferecer seu conteúdo online vem sendo elogiado por expandir o acesso a livros, mas também vem sendo criticado em meio a preocupações sobre competição, direitos autorais e de proteção à privacidade. De acordo com petição de 30 páginas apresentada à Justiça americana na noite de sexta-feira pelas partes envolvidas, foi eliminada uma seção que exigia que o registro de livros criado pelo acordo oferecesse ao Google termos ao menos tão favoráveis quanto os de qualquer concorrente.

Outra mudança é que o dinheiro referente a obras órfãs ou sem titular definido agora irá para um fundo administrado por curador independente, e não para o registro.

Em setembro, o Departamento de Justiça americano apontou que o arranjo representava conflito de interesse, porque o registro também tinha a tarefa de localizar escritores e pagar a eles proventos pelas vendas online de suas obras. Sob os termos do novo acordo, fundos não reclamados serão doados a organizações de caridade.

O acordo precisa ser aprovado pela justiça dos Estados Unidos e o Departamento de Justiça recomendou rejeição da versão anterior devido a preocupações quanto à possibilidade de que ela violasse leis de defesa da concorrência. O departamento também expressou preocupações sobre violações de direitos autorais.

"Tivemos diversas discussões e conduzimos um longo diálogo com o Departamento de Justiça, e sentimos que respondemos às suas principais preocupações", disse Richard Sarnoff, presidente da Bertelsmann Digital Media. O acordo tem por objetivo encerrar um processo coletivo aberto em 2005 por organizações representativas de escritores e editoras, que acusavam o gigante das buscas online de violação de direitos autorais por digitalizar o conteúdo de bibliotecas inteiras.

Reuters
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