A deputada italiana Alessandra Mussolini, neta do ex-ditador Benito Mussolini, denunciou nesta sexta-feira à polícia da Itália a venda pela internet de supostos sangue e restos do cérebro obtidos após a autópsia de seu avô, cujo corpo foi pendurado em praça pública depois de ser fuzilado em 1945, ao final da II Guerra Mundial.
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Em comunicado divulgado hoje, o gabinete de imprensa da deputada, filiada ao partido Povo da Liberdade (PDL), do atual primeiro-ministro Silvio Berlusconi, informou que a neta do ex-ditador italiano apresentou nesta manhã uma denúncia à polícia assim que soube do suposto anúncio publicado no site de leilões on-line eBay.
Segundo a nota, a venda dos supostos restos estava ilustrada com fotografias de fragmentos de cérebro e sangue de Benito Mussolini. De acordo com a neta do ditador, o material posto à venda no eBay é parte dos restos conservados pelo Policlínico de Milão após a autópsia realizada no dia seguinte à exposição pública do cadáver.
"É uma coisa muito grave. São coisas das quais é preciso se defender", comenta Alessandra, em declarações veiculadas hoje na imprensa italiana.
Fontes do Policlínico de Milão se apressaram em desmentir que haja no local algum tipo de restos de Mussolini e que, portanto, é impossível que as amostras de sangue e cérebro da autópsia realizada ali sejam postas à venda no eBay.
Segundo as mesmas fontes, "o corpo de Benito Mussolini foi levado ao Policlínico para a autópsia, mas os restos biológicos foram destruídos nos dois anos seguintes".
Segundo o jornal Corriere della Sera, o eBay também se apressou em explicar a situação. O site de leilões confirmou que o anúncio foi publicado nesta sexta-feira pela manhã, mas disse que foi retirado do ar poucas horas depois, antes que alguém fizesse alguma oferta, pois "violava o regulamento do eBay, que veta a venda de qualquer material orgânico".

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