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 Itália pede prisão de diretores do Google por vídeo polêmico
25 de novembro de 2009 18h32 atualizado em 26 de novembro de 2009 às 08h53

A Promotoria de Milão pediu hoje penas de entre seis meses e um ano de prisão para quatro diretores do Google Itália pela divulgação em 2006 de imagens em que um jovem com síndrome de Down era humilhado. Segundo fontes judiciais, os promotores Alfredo Robledo e Francesco Cajani, que deram início ao processo no Tribunal de Milão a portas fechadas, pediram nesta quarta-feira as penas com base nas acusações de difamação e violação de privacidade que pesam sobre os acusados.

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A Promotoria solicita penas de um ano de reclusão para David Carl Drummon, ex-presidente do Conselho de Administração do Google Itália e atual vice-presidente sênior, para George de Los Reyes, ex-membro do Conselho de Administração da empresa na Itália e atualmente aposentado, e para Peter Fleitcher, responsável pelas estratégias de privacidade da companhia na Europa.

Os seis meses de prisão solicitados pelos promotores são para um quarto acusado, Arvind Desikan, responsável pelo projeto Google Vídeo para a Europa. A próxima audiência sobre o caso está marcada para 16 de dezembro.

O vídeo em questão mostrava como o jovem, que sofre de síndrome de Down, era insultado e humilhado por colegas de um centro de formação da cidade de Turim. As imagens foram publicadas em setembro de 2006 e ficaram no ar durante dois meses no Google Vídeo.

A gravação tinha sido incluída também na categoria de vídeos mais divertidos e tinha chegado ao posto número 29 das imagens mais vistas.

"A tutela dos direitos fundamentais não pode ser pisoteada sobre a única base do direito da empresa", afirmam os promotores de Milão, que acreditam que o assunto se trata "não de um problema de liberdade, mas de responsabilidade".

A Prefeitura de Milão, constituída como parte civil no processo, solicitou também 300 mil euros de ressarcimento econômico, 150 mil por danos patrimoniais e 150 mil por danos morais.

Um porta-voz do Google afirmou que a empresa irá defender e apoiar seus funcionários e que o Google seguiu o exigido pelas leis europeias e italianas.

"Esse processo é como processar funcionários dos correios por cartas disseminando discurso de ódio. Tentar responsabilizar plataformas neutras por conteúdo divulgado nelas é um ataque direto a uma internet livre e aberta e pode significar o fim da web 2.0 na Itália", afirma o porta-voz em comunicado enviado por e-mail, segundo a agência Reuters.

EFE
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