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 Google diz que não é culpado por crise de jornais
03 de dezembro de 2009 17h09 atualizado às 20h10

O Google não é o culpado pelos problemas da indústria jornalística, mas está comprometido a ter um papel atuante em ajudar as empresas do setor a sobreviverem à transição para a era online, disse seu presidente-executivo, Eric Schmidt.

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As editoras precisam explorar novas formar de fazer dinheiro com notícias na web, incluindo o tradicional modelo baseado em anúncios, bem como um acesso atrelado a assinatura do conteúdo, disse Schimdt em um artigo no Wall Street Journal.

"Com a receita cada vez menor e os recursos diminuindo, executivos frustrados de jornais estão procurando alguém para culpar", disse ele em artigo publicado nesta quinta-feira. "Muito de suas raivas é atualmente direcionada ao Google, que muitos executivos vêem como aquele que consegue todos os benefícios das relações de negócios sem dar muito em troca", prosseguiu. "Os fatos, creio, sugerem outra coisa."

A receita obtida pela venda de anúncios que aparecem junto a artigos jornalísticos no mecanismo de busca do Google representam uma "pequena fração" do faturamento total da empresa, disse Schimdt.

O desenvolvimento de nova tecnologia que facilite o alcance ao leitor e os mantenha engajados por mais tempo será importante para as editoras, acredita o executivo.

O Google é o mecanismo de busca mais usado do mundo com cerca de US$ 22 bilhões em receita anual. No mês passado o presidente da News Corp, Rupert Murdoch, ameaçou bloquear o site de busca do Google de acessar o conteúdo de seus jornais na internet.

No início da semana, o Google anunciou uma mudança em sua tecnologia que permitirá às editoras que cobrem taxas de assinatura por edições online, tal como a versão online do Wall Street Journal da News Corp, para limitar o número de vezes que os internautas podem acessar as versões de artigos via buscas do Google.

Artigos individuais acessados a partir de buscas no Google podem geralmente ser lidos gratuitamente, mesmo que o site do jornal cobre uma taxa de assinatura.

Reuters
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