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Tecnologia

 
 

Netbooks chineses de R$ 400 chegam ao Brasil

10 de dezembro de 2009 14h06

Mini Netbook EYO 7.0 tem apenas 64 MB de RAM e 2 GB de espaço em disco, com uma tela de 7 polegadas. Foto: Divulgação

Mini Netbook EYO 7.0 tem apenas 64 MB de RAM e 2 GB de espaço em disco, com uma tela de 7 polegadas
Foto: Divulgação

Demorou um pouco, mas os netbooks chineses ultra-baratos que andam chamando a atenção da mídia nos últimos meses estão chegando ao mercado brasileiro. E como acontece com os smartphones, enquanto um netbook "tradicional" pode custar até R$ 1.500, os modelos chineses estão sendo anunciados por R$ 399. Mas, como nos smartphones, é necessário cautela: o negócio nunca é tão bom quanto parece.

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O Mini Netbook EYO 7.0, anunciado no site Compre da China tem apenas 64 MB de RAM e 2 GB de espaço em disco, com uma tela de 7 polegadas (daí o 7.0 no nome). O processador ARM roda a 240 MHz e o sistema operacional é o Windows CE 5.0, que não é compatível com os aplicativos Windows que usamos no dia-a-dia. Ou seja, nada de Firefox, Thuderbird ou Microsoft Office 2007 (embora a máquina seja capaz de rodar a versão "Pocket" do Microsoft Office, para smartphones).

Ou seja, o "Mini Netbook" está mais para um smartphone de 2 anos atrás do que para um netbook moderno com processador Atom, e pode ser considerado ainda mais limitado que os primeiros netbooks que desembarcaram no mercado nacional no início de 2008, como o primeiro Mobo, da Positivo Informática.

Estas máquinas não devem ser confundidas com os smartbooks, máquinas que são um misto de netbook e smartphone e que devem chegar ao mercado internacional em 2010. Estes são baseados em processadores muito mais poderosos, rodando a 1 GHz, são equipados com interface 3G para conexão permanente à internet e rodam sistemas operacional mais versáteis, baseados em Linux.

Ainda assim, e exatamente como aconteceu com os smartphones e MP3 Players, estes netbooks encontrarão seu nicho no mercado nacional, principalmente por causa do baixo preço e conjunto de recursos "bom o suficiente" para o que a maioria da população faz em frente ao computador. Os fabricantes nacionais que se cuidem.

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