Homem leva flores para a frente da sede do Google em Pequim
Foto: Vincent Thian/AP
O anúncio do Google de que pode deixar a China por conta da censura gerou aplausos, alertas e elogios de dissidentes e ativistas da internet nesta quarta-feira, mas poucos apostam em chances do governo do país ceder terreno.
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Na sede da empresa na China, no distrito da universidade de Pequim, pessoas deixaram rosas vermelhas e lírios brancos junto ao logo do Google. "Queremos expressar raiva, mas não ao Google. Vir aqui é um tipo de apoio ao Google", disse Zhao Gang, 30, que trabalha com tecnologia da informação. "O Google enfrenta muitas restrições e condições adversas na China. Algo que sabíamos em nossos corações agora foi exposto. Creio que este momento é um divisor de águas para a internet na China este ano."
Ativistas chineses há muito se queixam de que o Partido Comunista apertou o cerco na internet, controlando a circulação de informação e ideias em nome da segurança pública e da moral.
Google não informou se acredita que o governo chinês esteja por trás dos ataques de hackers. O Ministério das Relações Exteriores da China negou repetidas vezes que o governo esteja relacionado com os ataques. Alguns especialistas estrangeiros afirmam que parte das invasões apresenta sinais de organização sofisticada.
"A China usa uma série de ferramentas para atacar os ativistas e tentar ter acesso a seus pensamentos e ações", afirmou o artista Ai Weiwei, que promoveu campanhas de internautas sobre uma série de causas consideradas como politicamente sensíveis por Pequim. "A maior parte dos dissidentes não tem tanto cuidado" com segurança, acrescentou.

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