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 Yahoo apoia Google em sua possível saída da China
13 de janeiro de 2010 18h27 atualizado às 18h32

Flores, corações e bilhete de adeus podem ser vistos no lado de fora da sede do Google em Pequim. Foto: Vincent Thian/AP

Flores, corações e bilhete de "adeus" podem ser vistos no lado de fora da sede do Google em Pequim
Foto: Vincent Thian/AP

O Yahoo anunciou nesta quarta-feira que apoia seu concorrente Google em sua possível saída da China devido aos ataques coordenados por hackers chineses contra contas do Gmail, o serviço de email do Google, de ativistas de defesa de direitos humanos. Através de um comunicado, o Yahoo disse que está "de acordo" com a reação do Google ao ataque dos hackers.

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O Google prometeu deixar de censurar as buscas realizadas por seus usuários na China, em um claro desafio ao governo do país. A manobra pode levar o Google a retirar totalmente seus negócios da China.

O Yahoo, sediado em Sunnyvale, na Califórnia, encerrou suas atividades na China em 2005, quando vendeu seus negócios ao Grupo Alibaba. Como parte do acordo, o Yahoo possui 39% do Alibaba, uma das empresas mais rentáveis do Yahoo. Um porta-voz do Yahoo se negou a afirmar que a solidariedade da empresa com o Google levaria a empresa a vender sua participação no Alibaba.

Nesta terça-feira, David Drummond, chefe da divisão legal do Google, disse que a empresa estava "revisando a viabilidade de suas operações na China" após um ciberataque cometido contra o site no país asiático. O subdiretor do Centro de Denúncia de Informação Ilegal na Internet não quis comentar sobre o assunto, que é de grande repercussão pelo Google ser a primeira multinacional a ameaçar não se submeter à censura do governo chinês.

Apesar das declarações de Drummond, a versão chinesa do Google ("google.cn") ainda hoje restringia algumas buscas "de acordo com as leis locais", ou seja, sobre conteúdos que não mostram um lado favorável do regime, como direitos humanos, dissidência política, repressão no Tibete e em Xinjiang ou o massacre da Praça da Paz Celestial de 1989, entre outros. A ameaça do Google foi muito bem recebida entre organizações de direitos humanos, como a Human Rights Watch (HRW), que considerou esse passo como "um anúncio sem precedentes".

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