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 Google e NSA podem se unir para investigar ataque de hackers
04 de fevereiro de 2010 11h38 atualizado às 12h00

O Google está para concluir um acordo que permitiria que a National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos o ajudasse a investigar um ataque de espionagem empresarial que pode ter se originado na China, informou na quinta-feira o jornal Washington Post.

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O objetivo da investigação é melhor defender o Google, maior companhia mundial de buscas na internet, e seus usuários contra futuros ataques, afirmou o jornal, citando fontes não identificadas mas informadas sobre o acordo.

As fontes disseram que a aliança entre o Google e a NSA, a mais poderosa organização mundial de vigilância eletrônica, seria dirigida a permitir que as duas partes trocassem informações essenciais sem que isso viole as normas do Google ou as leis que protegem a privacidade das comunicações online.

Sob o acordo, a NSA não teria acesso às buscas de usuários ou a suas contas de e-mail, disseram as fontes. O Google tampouco divulgaria dados exclusivos da empresa para a NSA, afirmaram. /

O Google tomou em 12 de janeiro a incomum decisão de anunciar que havia sido alvo de sofisticados ataques de computação, na metade de dezembro, e que revisaria suas operações e negócios na China. A empresa do Vale do Silício disse que os ataques de hackers foram dirigidos às contas do Gmail de ativistas chineses dos direitos humanos, e uma investigação constatou que pelo menos 20 outras grandes empresas foram alvo de ataques semelhantes.

A China respondeu alguns dias depois com uma defesa do controle estatal sobre a internet. Um importante funcionário do governo chinês disse que pornografia, fraudes e boatos online representavam uma ameaça e que a mídia de internet deveria ajudar a "orientar a opinião pública", na China.

Dennis Blair, o diretor nacional de inteligência dos EUA, disse na terça-feira que os ataques de hackers contra o Google foram um sinal de alerta.

Uma parceria entre o gigante das buscas de internet e a NSA envolve a delicada questão de encontrar o ponto de equilíbrio entre a proteção à privacidade pessoal e a defesa da segurança nacional, online.

Reuters
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