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 Facebook remove anúncios da Microsoft de sua página
06 de fevereiro de 2010 16h01 atualizado às 23h51

O Facebook está retomando o controle do setor de anúncios na maior rede social do mundo, voltando atrás em um acordo de exclusividade com a Microsoft para controlar metade do negócio.

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No entanto, a Microsoft ¿ fornecedora exclusiva dos serviços de busca do Facebook ¿ continuará a vender anúncios baseados em buscas de texto no site, uma vez que o acordo foi prorrogado para além de 2011, antigo prazo do acordo. Um porta-voz do Facebook não quis divulgar o novo prazo.

A Microsoft também afirmou que irá ampliar a integração de seu site de buscas, Bing, com o Facebook, ao mesmo tempo expandindo seu alcance para além dos Estados Unidos.

O Facebook, rede social com mais de 400 milhões de usuários, disse que seu serviço de anúncios conta com funções interativas para serem dirigidos ao consumidor de acordo com suas informações pessoais, tornando-os mais apropriados para redes sociais que o serviço de banners da Microsoft.

"Formatos de publicidade que contam com ações sociais têm um melhor desempenho e são uma melhor experiência para o usuário uma vez que são mais consistentes com o ambiente do Facebook", disse a empresa em comunicado.

"Essa combinação de "targeting" e relevância social é o fator mais importante dessa mudança de estratégia".

O Facebook afirmou que deixou de exibir banners da Microsoft recentemente em alguns mercados de fora dos EUA e, após negociações com a Microsoft, chegou a um acordo para remover todos os banners do Facebook. A mudança deve ocorrer ao longo dos próximos 30 dias.

O Facebook já vendia anúncios nas páginas de perfil de usuários por conta própria há tempos, além de em outras partes do site, mas a empresa permitia que a Microsoft vendesse banners em certas partes do site desde 2006. O acordo, que foi ampliado em 2007, deveria ser mantido até 2011.

Um porta-voz do Facebook não quis dar detalhes sobre se o acordo de publicidade com a Microsoft incluía qualquer acordo de divisão de receita, ou se o Facebook pagaria uma taxa por ter alterado o acordo antecipadamente.

Reuters
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