Primeiro foi o Irã nos tumultos, meses atrás, após a reeleição de Mahmoud Ahmadinejad, que a oposição denunciava como fraudulenta. Agora é na Venezuela que a internet vem sendo usado para romper o bloqueio do governo à mídia.
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Depois que o presidente Hugo Chávez retirou do ar cinco emissoras de TV a cabo consideradas críticas ao governo, o popular Twitter se tornou a principal fonte de informações de parte dos venezuelanos a respeito dos tumultos que tomam o país nas últimas semanas.
Os opositores a Chávez também usam o microblog para organizar manifestações contra o governo e divulgar no exterior informações sobre a situação na Venezuela. O perfil "Chavez esta ponchao" já atingiu mais de 80 mil seguidores.
De acordo com a rede americana Fox News, o governo venezuelano, em represália, vem adotando medidas para qualificar mensagens no Twitter, redes sociais e até SMS como "terrorismo". Funcionários do governo estariam vasculhando a internet tentando identificar autores de mensagens, derrubar redes, se infiltrar em grupos de estudantes e descobrir onde ocorrerão os protestos.
Ondas de descontentamento varrem a Venezuela em meio a uma crise energética e econômica. Desde a semana retrasada foram registrados protestos e confrontos com a polícia, nos quais morreram dois estudantes.
- Redação Terra


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