Tecnologia

 
 

 Viacom acusa Google de negligente no caso YouTube
19 de março de 2010 10h12 atualizado às 11h42

A Viacom acusou o Google de fechar os olhos a vídeos ilegais no site do YouTube, em um esforço para atrair audiência, de acordo com documentos judiciais divulgados na quinta-feira.

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O Google rebateu alegando que os executivos da Viacom continuam enviando conteúdo sigilosamente para o YouTube mesmo depois que a companhia de mídia abriu processo de US$ 1 bilhão contra o site por violação de direitos autorais, em 2007.

A Viacom, que controla as redes de TV a cabo MTV e Comedy Central, entre outras, alegou que executivos do Google e do YouTube estavam cientes de que vídeos estavam sendo postados ilegalmente no site, nada faziam para impedi-lo e, em certos casos, violavam a lei ao colocar online vídeos protegidos por direitos autorais.

"O YouTube foi construído intencionalmente sob a violação de direitos, e existem incontáveis comunicações internas da empresa demonstrando que os fundadores do YouTube e seus funcionários tinham por objetivo lucrar com essas violações," afirmou a Viacom em comunicado na quinta-feira, quando os documentos foram divulgados.

Como parte de suas provas, a Viacom ofereceu excertos de e-mails trocados em 2005 entre os co-fundadores do YouTube, Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim. A empresa agora é controlada pelo Google.

Em mensagem de 19 de julho de 2005, por exemplo, Chen escreveu a Karim, com cópia para Hurley, que "teremos dificuldades para defender que não somos judicialmente responsáveis pelo material sob direitos autorais presente no site, alegando que não fomos nós que o subimos, quando um dos co-fundadores rouba conteúdo abertamente de outros sites e tenta convencer a todos que o assistam."

Zahavah Levine, diretor jurídico do YouTube, afirma em post no blog da empresa que a petição da Viacom "interpreta de maneira isolada certos trechos de umas poucas mensagens de e-mail."

Embora a disputa ainda esteja no início, há indícios de que o Google defina a estratégia da Viacom como hipócrita, com a alegação de que diversos executivos e divisões da empresa continuaram aprovando material para o YouTube.

"A Viacom muitas vezes deixou no site vídeos de seus programas colocados por usuários para o YouTube," alegou Levine em seu post.

Reuters
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