Sair do mercado de buscas da China pode representar um revés não só para a estratégia mundial de negócios do Google mas para uma ação que há muito é sinônimo de oportunidades de crescimento virtualmente ilimitadas.
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Depois de quase seis anos fascinando Wall Street com seu potencial de crescimento irrestrito, o Google está pela primeira vez ameaçando fechar uma importante rota de crescimento futuro, caso decida encerrar suas operações na China, o maior mercado mundial de internet por número de usuários.
Para os investidores que há muito celebram o status do Google como uma das principais ações de crescimento no setor de tecnologia, a situação na China é motivo para certa reavaliação.
"Caso a oportunidade da China não exista, isso prejudica os múltiplos que as pessoas estão dispostas a pagar pelo Google," disse Aaron Kessler, analista da Kaufman Brothers.
Desde que o Google anunciou na metade de janeiro que pretendia deixar de censurar seus resultados na China, as ações da empresa caíram em cerca de 6,3%, fechando a US$ 560 na sexta-feira e reduzindo em US$ 11,6 bilhões sua capitalização de mercado. No período, o índice Nasdaq avançou em 3,4%.
A onda de vendas de ações do Google aconteceu embora as perspectivas financeiras de curto prazo de Wall Street quanto à companhia tenham melhorado. Nos dois últimos meses, a estimativa média dos analistas quanto ao faturamento e lucro por ação do Google no ano que vem subiu em 3,1 e 2,3%, respectivamente, de acordo com a Thomson Reuters StarMine.
O Google domina o mercado de busca nos Estados Unidos e na maioria dos demais países, mas fica em distante segundo lugar no mercado da China, onde a Baidu, uma poderosa companhia local, lidera. Desde que o Google anunciou a possibilidade de sair da China, as ações da Baidu subiram em 44,5%.
Os papéis da Baidu estão sendo negociados a 41 vezes o lucro previsto para 2011, enquanto os do Google trocam de mãos a pouco menos de 18 vezes o lucro projetado para o ano que vem.

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