Muitos jornalistas na China e Taiwan descobriram que não podiam acessar suas contas de email a partir de 25 de março, entre eles Kathleen McLaughlin, jornalista independente em Pequim. Ela disse à Reuters que seu acesso foi restabelecido na quarta-feira.
As contas afetadas incluem as do World Uyghur Congress, um grupo de exílio que a China acusa de incitar o separatismo da etnia uighurs, na região fronteiriça de Xinjiang, no oeste do país.
"Suspeito que muita informação da minha conta no Yahoo foi copiada", disse à Reuters nesta quarta-feira o porta-voz do grupo, Dilxat Raxit. Ele disse que a conta de email, aberta na Suécia, ficou inacessível por um mês.
"Muitas pessoas que costumava contatar em Lanzhou, Xi''an e outras localidades ficaram inacessíveis por telefone nas últimas semanas, disse ele, acrescentando que tinha usado o email no Yahoo para contatá-los no passado.
Andrew Jacobs, do New York Times em Pequim, disse nesta quarta-feira que sua conta Yahoo Plus foi usada, sem seu conhecimento, para reenviar mensagens para outra conta desconhecida.
O Google anunciou em janeiro que seu serviço de email Gmail sofreu ataques. A companhia citou esses ataques e preocupações sobre a censura chinesa como justificativas para a decisão de redirecionar na semana passada seu serviço de buscas em chinês para Hong Kong.
O Yahoo não comentou a natureza dos ataques em suas contas ou se foram incidentes isolados ou coordenados.

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