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Manter romantismo do livro é chave na era digital, diz Penguin

14 de abril de 2010 20h48 atualizado em 15 de abril de 2010 às 11h14

Com a euforia em torno do lançamento do iPad da Apple e a crescente popularidade de outros aparelhos digitais, o desafio será manter o romantismo do livro impresso, segundo o presidente-executivo da editora Penguin.

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O iPad, meio-termo entre um smartphone e um notebook, está ajudando a criar um mercado para tablets que deve crescer para cerca de 50 milhões de unidades vendidas até 2014, gerando com ele um crescente mercado para livros digitais, que até agora cresceu pouco.

Até o momento, editoras como a Penguin, do grupo Pearson, têm sofrido para encontrar um modelo de negócios online bem sucedido em termos de conteúdo e de quão propenso o consumidor estaria a pagar pelo produto, disse John Makinson em visita à Índia.

Mas, com o iPad, as editoras veem uma nova chance para acertar seu produto eletrônico e assim, ganhar mais poder de barganha caso o iPad surja como um concorrente viável ao Kindle da Amazon.

"Aparelhos digitais de tela grande estão abrindo as portas para nós para novas oportunidades: oportunidades de interação com os leitores, e de uso de redes sociais", disse Makinson. "Há oportunidades não só de um ponto de vista de marketing, mas de conteúdo e em termos de material novo", afirmou.

E não é apenas o público mais jovem que se atrai aos aplicativos legais e a maior interatividade dos aparelhos digitais, mas também leitores mais velhos que gostam de poder, por exemplo, aumentar o tamanho da letra do livro, de acordo com Makinson.

As pessoas frequentemente comparam o mercado editorial à indústria musical, em que as vendas de músicas digitais superaram as vendas de CDs físicos, mas existe uma conexão emocional ao livro, afirmou Makinson, que estudou literatura e história na Universidade de Cambridge e começou a carreira como jornalista.

"Precisamos manter o foco na relação emocional do leitor com o livro. Ainda é importante produzir um livro impresso bonito, com um bom design, que fique bonito numa prateleira, e que se possa dar de presente a um amigo", disse Makinson. "E o desafio é não perder de vista o principal, que continua sendo o livro. O que define um livro por si só deve mudar, mas ainda há a tradição, o romantismo do livro, e é essencial manter isso", acrescentou.

Reuters
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