Emerson Rezende
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O termo podcast (junção de iPod com "broadcast", que em inglês significa transmissão de rádio ou TV) possui até registro de nascimento: foi citado pela primeira vez no dia 12 fevereiro de 2004 num artigo de autoria do jornalista Ben Hammersley, no jornal britânico The Guardian. Ou seja, a onda é recente, mas promete.
Na prática, os podcasts não são nada mais que arquivos de áudio em MP3 colocados em sites. Mas você não precisa ir até o site para ver se há um arquivo novo. Programas como o iPodder funcionam como radinhos na sua máquina, "sintonizando" seus sites prediletos, baixando os arquivos mais recentes e jogando os podcasts automaticamente no iTunes ou no seu iPod - ou em seu tocador digital de mídia preferido que seja compatível com o formato MP3 -, para você ouvir quando quiser. Aliás, o termo podcast mostra que o caminho é esse. Ligar o seu iPod a caminho do trabalho, dentro do metrô e ouvir um programa de entrevistas sobre cultura pop, por exemplo, é bem diferente de ouvir streamings de áudio em tempo real pelo computador, que te obriga a consumir a informação praticamente ao mesmo tempo em que é baixada.
A tecnologia que permitiu tudo isso é o velho e bom RSS, a mesma utilizada em programas como o NetNewsWire que coloca as principais notícias do mundo diretamente no seu computador. O RSS, ou Real Simple Syndication (algo como distribuição realmente simples), é um sistema de assinatura que automatiza a divulgação de conteúdos de um site para o outro por meio de etiquetas (tags) utilizadas em liguagens como HTML e XML. É o que permite que um site coloque uma coluninha com as principais manchetes de outro.
Quando o RSS 2.0 permitiu que a transmissão de RSS incluísse arquivos anexados, as bases para o podcast foram lançadas. Basta incluir algumas linhas de código XML no seu site para poder transmitir sua voz para o mundo. E vídeo também. O grande lance do podcast é permitir a distribuição de conteúdo multimídia para qualquer aparelho (computadores, celulares, PDAs) sem a necessidade de servidores específicos, usando apenas a linguagem padrão da Web. É revolucionário porque é simples.
As primeiras linhas de código do primeiro programa agregador foram escritas pelo holandês Adam Curry, ex-VJ da MTV européia que se tornou rico com o "boom" das empresas ponto-com em meados dos anos 90. Ele foi o criador, com a ajuda de vários programadores, da versão virtual do radinho de pilha: um programinha sem grandes pretensões que simplesmente baixaria todos os arquivos de áudio que estivessem armazenados em determinada página da Web para que pudessem ser ouvidos por meio de um toca-mídias qualquer como o iTunes ou o Windows Media Player.
Magnet
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Divulgação
O programinha iPodder deu início à onda do Podasting
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