
*Alessandro Barbosa Lima
Apesar do crescimento, o investimento em mídia on-line ainda está longe dos US$ 8 bilhões investidos em 2000. Em 2001, os investimentos sofreram a primeira queda (-12%), para US$ 7,13 bilhões e em 2002, a segunda (-16%), para US$ 6 bilhões.
As quedas se deram principalmente devido ao descrédito na Internet em geral a partir da crise das empresas pontocom, que culminou com a queda da Nasdaq, bolsa de valores de empresas de Internet e tecnologia nos EUA, entre 2000 e 2001.
| O que sobe e o que desce |
A pesquisa do mercado americano trouxe poucas novidades, para quem usa o marketing na Internet. O Patrocínio de palavras-chaves em mecanismos de busca cresceu 20% enquanto os banners e pop ups tiveram uma queda de 8% em sua participação em 2003. A tendência já era sentida. Bloqueadores de pop ups (como o do Google ou do MSN) e as baixas taxas de cliques em banners já davam uma idéia do que estava por vir.
O uso do e-mail caiu. Mas caiu apenas 1%, ou seja, apesar do spam, o e-mail ainda é a opção para 3% dos investimentos em publicidade on-line.
Outro dado interessante da pesquisa é que as ações de Publicidade na Internet estão deixando de ser mensuradas, e cobradas, apenas pelo número de Impressões, mas pela sua performance de acordo com os objetivos estabelecidos (vendas, liderança de participação no mercado etc).
| E o Brasil? |
No Brasil, segundo dados divulgados pela Associação de Mídia Interativa (AMI), a publicidade na Internet brasileira recebeu em 2003 investimentos da ordem de R$ 164 milhões, o que corresponde a 1,5% do faturamento do mercado publicitário brasileiro como um todo.
Em 2004 a publicidade na Internet brasileira deve movimentar R$ 203 milhões, chegando ao montante de R$ 235 milhões em 2005, de acordo com estudo da E-consulting e da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.
Porém faltam dados mais específicos sobre a participação de cada modalidade de marketing on-line.
Particularmente não acredito nos modelos publicitários que estão em voga na Internet hoje, mas no poder de cada indivíduo, dos hubs, em estimular diálogos sobre marcas em comunidades, espalhando em suas redes de relacionamento conversações sobre marcas, e estimulando a experimentação por novos consumidores.
De qualquer forma, os resultados que mostram a queda na participação de Display Ads (como banners e pop ups) apontam que as tentativas de transformar a Internet em Televisão (o sonho das agências de publicidade) vai ter que esperar um pouco mais. No meu livro você pode ler mais sobre o assunto. Até a próxima.
* Alessandro Barbosa Lima é consultor de marketing em meios eletrônicos e autor do livro E-LIFE - Idéias Vencedoras para Marketing e Promoção na Web.
Redação Terra