
"Creio que os jogos móveis estejam atingindo a maturidade", disse Geoff Graber, gerente geral da divisão de jogos do Yahoo, que está formando uma aliança com a operadora celular Sprint para permitir que jogadores se enfrentem conectados tanto por celulares quanto por computadores pessoais. "À medida que os celulares melhoram, os jogos avançam", disse.
Algumas das maiores produtoras de videogames, entre as quais a THQ, Namco e Sega, demonstraram jogos para celulares durante a maior feira do setor, a Electronic Entertainment Expo (E3), na semana passada. As pessoas formaram fila para jogar Pacmania, versão atualizada do Pac-Man, e versões em videogame de Os Incríveis e Hello Kitty.
As produtoras de jogos para celulares, como a Jamdat Mobile e a francesa In-Fusio, bem como a Nokia, maior fabricante mundial de celulares, também mostraram games que variam de favoritos simples como o Tetris a jogos de fliperama como Golden Tree e jogos de estratégia como Age of Empires.
"Vimos um aumento no número de expositores oferecendo conteúdo para equipamentos sem fio este ano", disse Doug Lowenstein, presidente da Entertainment Software Association, a associação setorial que organiza a E3 a cada ano.
No Japão, onde mais de um terço dos usuários têm celulares de alta velocidade, a NTT DoCoMo, maior operadora de telefonia móvel do país, informou que a receita com jogos para celulares adquiridos por seus assinantes soma cerca de US$ 186 milhões ao ano, sem incluir o custo de conexão. Embora isso represente apenas 15% da receita da DoCoMo com tráfego de dados, o potencial é imenso, se considerarmos que cada jogo pode custar até US$ 50 anuais.
"Os jogos mais populares no Japão são versões móveis de games para consoles como Dragon Quest, Final Fantasy e Street Fighter, disse Yoshiteru Yamaguchi, diretor-executivo de conteúdo e de relações com consumidores da DoCoMo.
Reuters
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