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Tecnologia

 
 

Japão minimiza vazamento de dados nucleares

24 de junho de 2005 10h58 atualizado às 11h32

Funcionários do governo japonês tentaram minimizar as consequências causadas pela informação de que dados confidenciais sobre as usinas nucleares do país vazaram na Internet por causa de um vírus em um computador pessoal.

O principal porta-voz do governo japonês prometeu que medidas serão tomadas para a proteção das informações, depois que dados sobre diversas usinas surgiram online. O vazamento incluiu fotos do interior das plantas, detalhes sobre as inspeções regulares e o trabalho de manutenção, além de nomes de funcionários.

"As usinas nucleares são instalações importantes em termos de medidas contra o terrorismo, segurança e coisas do gênero, e portanto gostaríamos de tomar medidas plenas para garantir a administração de informações", disse Hiroyuki Hosoda, principal secretário do gabinete japonês, aos jornalistas.

A Mitsubishi Electric explicou que a informação havia vazado por intermédio de um computador pessoal utilizado por um funcionário de uma subsidiária da empresa, cujas tarefas incluíam inspeção das usinas. O vazamento aconteceu em uma de suas subsidiárias e incluiu informações sobre sete empresas de eletricidade e cinco companhias independentes japonesas.

"Nós nos desculpamos profundamente por causar problemas a muitas pessoas, e às empresas de eletricidade", afirma a Mitsubishi Electric em comunicado. "Faremos o máximo para impedir que incidentes como esse voltem a ocorrer."

Um funcionário do Ministério do Comércio Exterior, encarregado da investigação, disse que a informação divulgada não estava diretamente vinculada "ao núcleo das atividades" das usinas nucleares. "Acreditamos que a informação que supostamente vazou não possui dados diretamente relacionados a materiais nucleares, que são mantidos sob estrito controle", afirmou.

Desde os ataques contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001, a polícia e as forças da guarda costeira do Japão reforçaram medidas de segurança que protegem os 52 reatores nucleares do país.

Reuters
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