Se há quem suma do programa para parar de se incomdar há, também, os que sofrem de "múltipla personalidade": gente que administra dois, três ou mais perfis. E ainda os que "reencarnam": matam um perfil mas renascem em outro(s). O auxiliar administrativo Adriano T., 26 anos, matou seu perfil (com seu nome e fotos reais) por considerar que "tinha muita gente controlando a minha vida". Mas queria poder continuar a freqüentar a rede. Assim, criou um novo perfil e, sem se identificar, continua a se divertir e a fazer contatos. Aliás, diz ele, "falo até com mais gente agora".
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Há pessoas que mantêm seu perfil verdadeiro, mas criam outros secretos para "passear anônimo pelo universo orkutiano", como fez o comerciário Juliano, 37 anos: ele tem nada menos que quatro perfis. Nenhum que possa identificá-lo. "Num deles, inclusive, me apresento como mulher", conta. "Há comunidades que freqüento voltadas a temas sexuais e outros, e não quero ser reconhecido assim de cara nestes grupos".
É uma das maneiras de contornar a exposição demasiada - mas, como ele mesmo salienta, com os constantes buracos do programa "haja tempo e paciência" pra lidar com tantas "personas".
André Jung também retornou ao Orkut, por insistência da família. A diferença é que agora o baterista não usa seu nome, não tem foto nem dados que mostrem quem ele é. Tem menos de meia dúzia de amigos e a única serventia do Orkut, agora, é a comunicação com a mulher e os filhos.