A popularidade e a disponibilidade dos computadores domésticos revolucionou um dos crimes mais antigos nos Estados Unidos: a falsificação de dinheiro. Graças aos avanços na tecnologia de cópias digitais, PCs e impressoras coloridas produzem hoje em torno de 97% das notas falsas de US$ 5, US$ 10 e US$ 20, de acordo com o Serviço Secreto americano. A tecnologia, que permite criar falsificações muito mais realistas, levou o governo a redesenhar, recentemente, as notas de US$ 20 e de US$ 50.
Segundo o porta-voz Jonathan Cherry, citado pelo jornal USA Today, 80% das notas falsas de US$ 50 são feitas em PCs domésticos, também. Isso representa um crescimento importante já que, há apenas dois anos, 46% do dinheiro falso circulando nos Estados Unidos era feito com tecnologia digital.
O perfil dos falsificadores também mudou: se antes eram criminosos que se consideravam "artistas", os de hoje são frequentemente jovens que usam seus computadores para produzir dinheiro suficiente para um fim de semana divertido. Outros ainda são pequenos golpistas e traficantes.
No ano passado, o Serviço Secreto estima que US$ 43,4 milhões em notas falsas foram passadas nos Estados Unidos. Há US$ 700 bilhões em moeda corrente - verdadeira - dos Estados Unidos em todo o mundo.