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Tecnologia
Segunda, 5 de setembro de 2005, 15h23  Atualizada às 19h19
Microsoft não quer ex-funcionário no Google
 
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A Microsoft pediu a um tribunal norte-americano para impedir que o Google contrate um ex-executivo que conhece os planos da gigante do software na China. A empresa, que no mês passado conseguiu uma liminar que impede o ex-vice-presidente Kai-Fu Lee de trabalhar no Google, aumentou os esforços para impedi-lo de ser contratado pelo líder das buscas na Web.

A produtora de software argumenta em seu pedido que Lee, ex-chefe do centro de pesquisa e desenvolvimento da companhia em Pequim, está violando um contrato que ele assinou porque tem grande conhecimento sobre as operações da Microsoft na China. "Permitir que o doutor Lee use informação altamente confidencial para fazer trabalho diretamente competitivo para o Google vai minar o propósito mais básico do acordo de confidencialidade do doutor Lee com a Microsoft", afirmou a empresa em documentos enviados a um tribunal.

O Google rebateu as acusações, afirmando que a Microsoft "está se comportando como se ela fosse dona de Kai-Fu". "Kai-Fu quer trabalhar para o Google, ele nos disso isso e nós o contratamos. Não há nada ilegal sobre isso, é um jogo justo", disse a defensora da empresa de buscas, Nicole Wong, em comunicado enviado por email. "Ele não vai trabalhar em nada no Google que rivalize com o que ele fazia na Microsoft."

O Google planeja abrir uma unidade na China este ano para desenvolver novas tecnologias e atrair pesquisadores de ciência da computação. Lee, um ex-pesquisador da Universidade Carnegie Mellon que trabalhou antes para a Apple Computer, supervisionou mais recentemente grupos de pesquisa da Microsoft que desenvolvem tecnologias de reconhecimento de voz e outras ferramentas de interatividade para computadores.

O julgamento do caso está marcado para 9 de janeiro do próximo ano, mas a Microsoft informou que está tentando acelerar os procedimentos legais porque seu contrato de confidencialidade com Lee vale por um ano depois do último dia de trabalho do executivo na empresa, que foi 18 de julho. Segundo a Microsoft, Lee participou de uma reunião "altamente confidencial", em 24 de março, chamada de "O Desafio Google".

A Microsoft também detalhou em seu pedido ao tribunal o pacote negociado por Lee com o Google. O executivo, segundo a gigante do software, acertou um pacote de US$ 10 milhões, incluindo um bônus de US$ 2,5 milhões, salário de US$ 250 mil por ano e opções de ações avaliadas em mais de US$ 5 milhões.
 

Reuters

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