
Matthew Fordahl
A Apple, que se recusa a ficar estagnada, lançou recentemente um iPod que além de minúsculo, mostra fotos, toca música e tem um design excepcional. Como se não bastasse, a bateria do Nano dura 14 horas por carga.
Diferente dos iPod comuns, que armazenam músicas em discos rígidos, o Nano usa memória "sólida". Isso faz com que o som esteja menos propenso a pular quando o aparelho cai ou é sacudido - mesmo não sendo um problema freqüente com os outros iPods.
A memória flash, mais um redesign interno, dá ao Nano uma sensação de confiança. Também possibilita espremer muito som em um pacote um pouco maior que meio centímetro. Por falar nisso, o Nano é 80% menor que o primeiro iPod, de 2001, e 62% menor que o Mini, do qual é substituto. Tem o tamanho de um cartão de visitas.
O Nano é, entretanto, maior que o menor e mais barato iPod Shuffle, que vem sem display. E tem mais funções que a versão anterior do iPod, que inclui cronômetro e uma trava de teclado baseada em software.
Disponível em preto ou branco, o Nano vem em duas configurações: um modelo de 2GB (que armazena até 500 músicas) por US$ 199 e um modelo de 4 GB (cerca de mil músicas) por U$ 249. Como fator de comparação, o iPod de 20GB custa U$ 299.
Como os iPods maiores, a navegação é simples. Navegar pelos menus e músicas é tão fácil quanto passar o dedo pelo "click wheel". Os botões no aparelho permitem facilmente pular faixas.
Como todos os iPods, o Nano só funciona com o software grátis da Apple, o iTunes, para Windows e Mac OSX. Isto restringe o usuário à iTunes Music Store, que permanece a mais impressionante loja online de música que existe. O Nano suporta uma variedade de formatos de música, com exceção do Windows Media, da Microsoft.
Eu preenchi um Nano de 4 GB com cerca de 680 músicas - incluindo algumas eruditas longas - em cerca de dez minutos. A qualidade do som é muito boa, mesmo eu não sendo um grande fã dos fones que vêm junto, que caem facilmente da orelha.
Para testar a bateria, eu deixei o aparelho ligado com o volume em cerca de 50%. Durou cerca de 14 horas e trinta minutos - cerca de meia hora mais do que a Apple certifica.
Eu achei a tela colorida uma ótima novidade, em comparação ao monocromático tradicional dos iPods que eu testei no passado. Ainda assim, a cor é quase desnecessária para navegar e ouvir música, mesmo que o Nano mostre a capa dos discos.
A cor é muito útil na hora de ver as fotos. Apesar das dimensões da tela - somente uma polegada e meia - fotos, especialmente de perto, têm uma ótima visualização. Pena que, ao contrário dos iPods convencionais, não há conector para ver as fotos em um aparelho de televisão.
O Nano pode, entretanto, servir como substituto para as fotos que mamães e papais carregam em suas carteiras. O slideshow embutido suporta música de fundo, mas a duração da bateria cai para apenas quatro horas.
Então o que há para não se gostar do Nano?
Primeiro, a bateria recarregável terá que eventualmente ser trocada. Assim como em outros iPods, não é tão fácil como trocar pilhas. O Nano, por causa do tamanho, aparenta ser mais difícil do que iPods convencionais de ser desmontado.
O Nano também requer uma conexão USB para transferir música ou figuras de um PC e para carregar o aparelho. O cabo FireWire da Apple, ironicamente, não funciona para sincronizar o aparelho, apesar de encaixar e carregar o iPod.
Esta limitação não foi um problema no meu PC com USB 2.0, mas meu antigo Power Mac suporta somente USB 1.1, que é bastante lento. Levou diversas horas para encher o Nano naquela máquina.
Mas o maior problema, que também é o maior chamariz de vendas, é o tamanho. O Nano é tão pequeno que desaparece com facilidade em uma mesa abarrotada. Também não serão poucos os Nano que irão parar na máquina de lavar esquecidos em bolsos. O Nano, também, cabe com folga no bolso de uma calça jeans apertada e pode facilmente quebrar se você sentar em cima.
E talvez esta seja uma dica da Apple: se você quer ficar magro, pegue um Nano e vá para a academia.
AP
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Divulgação
iPod vem nos modelos 2GB e 4GB
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