
A OCA, anunciada no começo do mês por um grupo de administradores de arquivos digitais e apoiada por Yahoo, HP e Adobe, anunciou a adesão da Microsoft e de mais de uma dúzia de importantes bibliotecas na América do Norte, Reino Unido e Europa.
Danielle Tiedt, gerente geral da divisão de buscas da Microsoft MSN, anunciou que a maior produtora mundial de software financiará a reprodução digital de 150 mil livros antigos, no ano que vem. "Esse é apenas o começo", disse Brewster Kahle, fundador do Internet Archive e organizador da OCA. "Para a Microsoft, 150 mil livros representam apenas um primeiro teste."
Os envolvidos com a aliança dizem que o sonho de criar uma biblioteca digital com os maiores livros do mundo é uma homenagem à Biblioteca de Alexandria, o grande repositório de livros da antiguidade. "É interessante ver tanta gente aderindo ao movimento por bibliotecas digitais", disse Doron Weber, diretor de programa da Sloan Foundation, de Nova York, que financia o Internet Archive, proponente inicial da OCA.
Muitas bibliotecas universitárias iniciaram projetos próprios de digitalização de livros que estejam fora de catálogo, mas os avanços vêm sendo lentos. A situação mudou quando o Google, uma das potências da Internet, no ano passado anunciou planos de trabalhar com as editoras e com cinco grandes bibliotecas em projetos de parceria que abririam o conteúdo de muitas das grandes obras da literatura mundial a buscas via Web. "O esforço do Google galvanizou todo mundo", disse Doron.
Na primeira reunião pública da OCA, Kahle delineou sua visão para a união de bibliotecas, editoras, gráficas e empresas de alta tecnologia na criação de uma biblioteca digital universalmente acessível. "Se oferecermos acesso universal a todo o conhecimento humano, isso será lembrado como uma das maiores realizações da humanidade", disse Kahle, comparando o potencial do projeto à invenção da imprensa por Guttenberg ou à conquista da Lua.
Reuters
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