
O nome da tecnologia é "estimulação galvânica vestibular" e consiste em colocar um capacete que envia uma corrente elétrica de voltagem muito baixa para a parte de trás das orelhas. A corrente elétrica estimula os nervos delicados dentro da orelha que são responsáveis pelo equilíbrio.
Quando o joystick do controle é colocado para a esquerda, um estímulo elétrico é enviado para o capacete, fazendo com que o senso de equilíbrio seja deslocado. Isto faz com que a pessoa ache que precisa dar um passo à esquerda para não cair. A tecnologia foi testada em uma repórter da Associated Press.
Pesquisadores da NTT foram capazes de fazer pessoas se locomoverem em trajetos razoavelmente complicados. As pessoas que foram controladas pelo aparelho disseram que a experiência é extremamente exaustiva e, embora algumas tenham gostado da experiência, outras sentiram-se desconfortáveis.
Ainda não há provas específicas de porque a corrente elétrica, quando aplicada ao ouvido, faz com que as pessoas caminhem. A NTT diz que a tecnologia pode ser usada em videogames e parques de diversão, mas ainda não tem planos de comercializar o produto.
James Collins, professor de engenharia biomédica na Universidade de Boston, diz que o nível baixíssimo de eletricidade não deve causar dano nenhum à saúde dos usuários.
Se utilizada em uma guerra, tal tecnologia poderia servir para fazer o soldado advesário ficar tonto, ou perder o equilíbrio. A Invocon Inc., uma empresa norte-americana com sede no Texas, já está explorando o tema.
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Repórter Yuri Kageyama foi "forçada" a virar de lado contra a vontade
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